quinta-feira, 2 de julho de 2009
Brasil fica na 42ª posição em ranking mundial de 'conectividade'
Conectado ao mundo virtual, o Brasil ficou no 42° lugar em ranking mundial com 70 países que avalia os negócios e o uso de serviços online. O estudo, conduzido pela divisão de consultoria da IBM e a unidade de inteligência da The Economist, descreve o Brasil como um dos países com melhor cenário macroeconômico e oportunidades de negócios do mundo, já que foi pouco alterado diante da crise mundial.
A pesquisa afirma que o Brasil é um dos países com maior índice de empreendedorismo entre os pesquisados, mesmo sofrendo com problemas relacionados a deficiências na infraestrutura e baixa adoção do comércio eletrônico pelos consumidores e empresa de modo geral.
“Apesar de o Brasil vir crescendo consistentemente nesse ranking desde 2005, a conectividade e a infraestrutura de TI ainda são um desafio no país. A baixa adesão à internet banda larga – devido especialmente a sua pouca disponibilidade e alto custo – é um obstáculo considerável ao crescimento do comércio eletrônico brasileiro”, explica Ricardo Gomez, diretor de consultoria da IBM Brasil.
Na comparação com outros países latino-americanos, o Brasil aparece abaixo do Chile (30°) e do México (40°). Entre os Brics, o país está na liderança, apresentando o melhor ambiente para o crescimento do e-commerce.
A Dinamarca é a líder global com maior presença na economia online e o uso de serviços públicos via internet. Os Estados Unidos, que em 2008 estavam em primeiro lugar, passaram para a quinta colocação.
O estudo
O ranking, chamado de E-readiness, é uma medida de quão amigável é o mercado local às oportunidades baseadas na internet. Os fatores que influenciam na análise são: educação, experiência online, política governamental, empreendedorismo, inovação, além de consumo de mercadorias e serviços digitais.
Acadêmica: Franciele Sachet
Fonte: Revista Época - 02/07
Petrobras vende US$ 1,25 bilhão em bônus de 10 anos
Como os papéis saíram a um preço correspondente a 106,962% do valor de face, o retorno final ao investidor (yield) será um pouco menor, de 6,875%
SÃO PAULO - A Petrobras conseguiu captar US$ 1,25 bilhão com a reabertura do bônus com vencimento em dez anos, mesmo papel que havia sido colocado em fevereiro.
Os títulos têm juro nominal (cupom) de 7,875% anuais. Como os papéis saíram a um preço correspondente a 106,962% do valor de face, o retorno final ao investidor (yield) será um pouco menor, de 6,875%.
Os bancos coordenadores da operação foram JP Morgan, HSBC, Citi e Santander. A agência de classificação de risco Standard & Poor ? s atribuiu nota "BBB-" aos papéis, enquanto a Moody's concedeu "Baa1".
Desta vez, a Petrobras conseguiu melhores condições do que na primeira emissão do mesmo título, realizada em 4 de fevereiro deste ano. Na ocasião, a empresa captou US$ 1,5 bilhão com os papéis, que saíram por menos de 100% do valor de face. Com isso, o retorno final ficou em 8,125% ao ano.
Segundo a estatal brasileira, a captação de US$ 2,75 bilhões este ano no mercado internacional de capitais faz parte da estratégia de rolar empréstimos-pontes captados no início do ano.
Acadêmico: Flaviano Perin
Produção industrial sobe pelo quinto mês consecutivo, mostra IBGE
Em 12 meses, no entanto, resultado acumulado é o pior desde 1991.
A indústria brasileira voltou a dar sinais de recuperação em maio. A produção do setor cresceu 1,3% no mês na comparação com abril segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a quinta alta mensal consecutiva do indicador, que acumula expansão de 7,8% no período. Em relação a maio de 2008, houve recuo de 11,3%, mantendo uma seqüencia de sete meses de taxas negativas nesse confronto. Em 12 meses a taxa acumulada está negativa em 5,1%, abaixo do resultado de abril (-3,9%). A marca é a mais baixa desde o início da série histórica do IBGE, em 1991. De janeiro a junho, a queda acumulada é de 13,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Medicamentos e veículos
Na comparação entre os meses de abril e maio, os destaques de alta vieram da indústria farmacêutica, que registrou expansão de 9,7%, veículos automotores (2,0%) e metalurgia básica (3,1%). Já as principais pressões negativas vieram de borracha e plástico (-2,7%), produtos de metal (-3,0%) e fumo (-8,4%). “Em síntese, os resultados da produção industrial de maio reforçam os sinais de recuperação no ritmo da atividade fabril. (...) Esse perfil de desempenho sugere que o fator de peso na recuperação de 2009 está associado a setores relacionados à demanda interna, enquanto os segmentos produtores de bens de capital e para exportação continuam pressionando negativamente”, diz o IBGE em nota.
Maio X maio
Acadêmico: Vinícius Matiello
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Balança tem superávit de US$ 4,6 bilhões em junho, o maior desde 2006
Na comparação com junho de 2008, quando o saldo foi de US$ 2,72 bilhões, houve um crescimento de 69,5% pela média diária, informou o MDIC. Nesta comparação, as exportações, que somaram US$ 14,46 bilhões no último mês, registraram queda de 22,2%, enquanto as compras do exterior, que totalizaram US$ 9,84 bilhões no mês passado, recuaram bem mais: 38%.
Acumulado do ano
No primeiro semestre deste ano, o superávit da balança somou US$ 13,98 bilhões, contra US$ 11,3 bilhões de resultado positivo em igual período de 2008. Deste modo, houve um aumento de 23,7% no saldo positivo. A explicação para o crescimento do superávit da balança neste ano é a queda maior das importações - que é fruto da crise financeira internacional.
De janeiro a junho deste ano, as exportações somaram US$ 69,95 bilhões, com média diária de US$ 573,4 milhões. Isso representa uma queda de 22,1%, pela média diária, em relação ao valor exportado no primeiro semestre de 2008 (US$ 90,64 bilhões, ou US$ 737 milhões por dia útil).
Ao mesmo tempo, as importações totalizaram US$ 55,96 bilhões, média diária de US$ 458,7 milhões, nos seis primeiros meses de 2009. Deste modo, registraram queda de 28,8% contra o mesmo período do ano passado, quando somaram US$ 79,29 bilhões, ou US$ 644 milhões de média diária.
Projeção do mercado
O Banco Central informou nesta segunda-feira (29) que a projeção do mercado financeiro para o saldo positivo da balança comercial em 2009 subiu para US$ 21,5 bilhões. Há alguns meses atrás, a expectativa de saldo positivo estava em US$ 16 bilhões. Em 2008, a balança comercial teve superávit de US$ 24,7 bilhões, com forte queda de 38,2% frente ao ano de 2007, quando o resultado positivo somou US$ 40 bilhões.
Acadêmico: Gregory P. de Oliveira
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1214535-9356,00-BALANCA+TEM+SUPERAVIT+DE+US+BILHOES+EM+JUNHO+O+MAIOR+DESDE.html
Aos 15 anos, bases do real servem de alicerce contra crise
"Demos dois passos em um só: derrotamos a inflação e mostramos que o Brasil estava maduro para um novo modo de relação entre o governo e a sociedade, entre o estado e o mercado, mais democrático. Esses dois passos abriram o caminho para uma ampla agenda de reorganização do estado e da economia, cujos frutos a sociedade brasileira vem colhendo desde então", afirma o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que participou da elaboração do programa, quando foi ministro da Fazenda de Itamar Franco.
Segundo o ministro que sucedeu FHC na Fazenda, Rubens Ricupero, o Brasil já tinha feito seu "teste de estresse" durante os primeiros anos do Plano Real. "Uma parte do programa foi preparar os bancos para o novo tipo de ambiente sem inflação crônica acelerada. Naquele período (até 1997/1998), cerca de 400 instituições financeiras e bancárias quebraram. Isso tudo era esperado. Tudo isso que os americanos estão fazendo agora, estes testes de estresse, não chegamos a fazer igual, mas examinamos caso a caso e sabíamos quais bancos não iam resistir. Temos um sistema bancário intacto porque já tivemos a nossa crise", explica.
Outro episódio que fortaleceu a economia do País durante o real, em especial contra um colapso do sistema financeiro, foi a criação do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer), em 1995. Em síntese, o plano dá poderes ao Banco Central de intervir em instituições particulares que estejam à beira da falência e representem um risco ao sistema - em moldes como ocorreram as intervenções do governo americano na AIG e Citigroup durante a atual crise.
Ainda em 1995, a crise do México mostrou que a situação brasileira era sensível. Os mercados emergentes eram vistos com desconfiança pelos investidores, que tiraram as aplicações feitas no País. O movimento de fuga levou o governo a adotar juros mais altos para tentar manter o capital. Em seguida vieram as crises da Ásia (1998) e da Rússia (1999), e com isso a taxa básica de juros alcançou 45% ao ano em março de 1999, enquanto o dólar se mantinha abaixo dos R$ 2, mesmo com a liberação total do câmbio.
"Uma das coisas que ajudaram o Brasil, além do setor bancário forte e regulado, foram as reservas internacionais, que só se tornaram possíveis porque no curso do período o Brasil abandonou o câmbio muito valorizado para acumular reserva", diz Ricupero em relação à decisão anunciada em 18 de janeiro de 1999, quando o governo instituiu o câmbio flutuante.
Embora admita os efeitos colaterais do real apreciado, Gustavo Franco, secretário adjunto de política econômica na época do lançamento do real e presidente do Banco Central entre 1997 e 1999, vê estabilidade como o maior legado do programa elaborado pela equipe econômica formada também por Persio Arida, André Lara Resende, Pedro Malan e Edmar Bacha, durante o governo de Itamar Franco.
"O Plano Real propriamente dito ficou para trás e deixou um legado duradouro de regras com relação à estabilidade. Isso se desdobrou em regras de conduta para o setor público e privado. Estes novos hábitos foram melhorando a saúde do organismo e ele foi ficando mais resistente a choques externos. Embora no começo as coisas tenham sido praticadas em uma octanagem diferente, era um momento de transição, de vencer a hiperinflação, na verdade é a mesma filosofia praticada até hoje. Isso é um dos aspectos mais interessante da vitalidade do plano", apontou.
Até mesmo quem vê pontos negativos no processo de implementação da nova moeda, concorda com o mérito do real de ter estabelecido bases para a atual economia brasileira. "Há uma ruptura na trajetória da participação do Brasil no comércio do mundo com o real (pela valorização da moeda nacional). Já no final de 1995 teve a crise mexicana, e passamos por uma fase de administração de crises internacionais que não tinham a ver com o Brasil. O mérito do plano foi ter conseguido alcançar a estabilidade", diz o assessor do ministro do Trabalho em 1994 e atual presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann.
Segundo Ricupero, a superação do risco de hiperinflação marcou uma inflexão no gráfico do desenvolvimento econômico do País, de uma curva descendente - em que o dia de amanhã era sempre pior que hoje e pior que ontem - para uma curva que começa a subir, mas ainda com muita coisa a fazer.
"A estabilização te dá base para poder ter um projeto nacional. Deste ponto de vista, o real desempenhou a função plenamente. Não é mais patrimônio do presidente Itamar Franco, nem do FHC, porque o fato de ter se mantido a diretriz básica da economia no governo Lula tornou o real e a estabilização um patrimônio coletivo. O real é um pedestal. Para construir o monumento precisamos resolver outras questões, como a má qualidade das instituições públicas e da educação", comenta.
Exatos 15 anos após o lançamento de um dos planos econômicos mais bem sucedidos da economia do País, documentos das raízes do real mostram os desafios que permanecem. "O Brasil só consolidará sua democracia e reafirmará sua unidade como nação soberana se superar as carências agudas e os desequilíbrios sociais que infernizam o dia-a-dia da população" e "as contas públicas só serão acertadas se as forças políticas decidirem caminhar com firmeza nessa direção, deixando de lado interesses menores. (...) É isto que a sociedade brasileira espera de suas autoridades", afirma o Programa de Ação Imediata, que começou a preparar o terreno para o Plano Real em 1993.
Fonte: http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200907011100_RED_78192225
Acadêmica: Fabiane Giaretton
Pobre reserva 32% da renda para impostos enquanto rico gasta 22%, aponta Ipea
Os 10% mais pobres da população brasileira destinam 32,8% da renda para pagar tributos. Já os 10% mais ricos destinam 22,7% dela, revelam os dados. O levantamento observa ainda que as famílias com renda de até dois salários-mínimos pagam 48,8% da renda em tributos; aquelas com renda acima de 30, empenham cerca de 26,3% da renda. Dividida ao longo do ano, o peso dos impostos equivale a, em média, a 132 dias trabalhados no ano passado.
Traduzindo as porcentagens em dias de trabalho, pode-se concluir que, dos cidadãos mais pobres, foram exigidos 197 dias para arcar com os tributos. Dos mais ricos, 106 dias, três meses a menos. O Ipea condena essa regressividade. "O sistema tributário deve buscar a progressividade - tributar mais os ricos do que os pobres", afirma a equipe de analistas.
Carga tributária mais pesada
Usando como base dados do IBGE e da Secretaria do Tesouro Nacional, a estimativa do Ipea para a carga tributária em 2008 é de 36,2% do PIB (produto interno bruto, soma de todas as riquezas produzidas pelo país). Cinco anos antes, em 2004, a parcela era de 32,8%, um aumento de 3,4 pontos percentuais, ou cerca de 10% no período.
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u588559.shtml
Acadêmica: Fabiane Giaretton
terça-feira, 30 de junho de 2009
Empresas aéreas tiveram prejuízo de US$ 3 bilhões no primeiro trimestre
No mais recente quadro sobre a indústria no mundo, a IATA informou que a fraca demanda por viagens e os volumes de cargas mais reduzidos pela recessão global afetaram as receitas das principais transportadoras, em "uma significativa deterioração frente ao ano passado".
Combustíveis
"Essa deterioração ocorreu antes da recente alta nos preços do combustível", afirmou a associação, alertando que o aumento de 30% nos preços do petróleo e do combustível de aviação desde o começo de março devem apertar o fluxo de capital ainda mais nos próximos meses.
Os preços do petróleo e do combustível subiram cerca de US$ 20 o barril nos dois últimos meses, e agora estão 75% maiores frente à mínima atingida no final de 2008, informou um relatório do Financial Monitor.
"As linhas aéreas ainda não sentiram o impacto total dessa alta no preço do petróleo", acrescentou. Mas o órgão não alterou sua projeção anterior de prejuízo de US$ 9 bilhões em 2009, após perda revisada de US$ 10,4 bilhões em 2008.
A IATA, que representa mais de 200 companhias aéreas, informou que as empresas que estão tentando reduzir voos para cortar custos durante a crise ainda não conseguiram se organizar para cortar capacidade em linha com a demanda decrescente por transporte aéreo.
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1212870-9356,00-EMPRESAS+AEREAS+TIVERAM+PREJUIZO+DE+US+BILHOES+NO+PRIMEIRO+TRIMESTRE
Acadêmico: Leonardo Marcelo de Cesaro
Vendas reais dos supermercados sobem 4% em maio ante 2008
SÃO PAULO - As vendas reais do setor supermercadista recuaram 4,12% em maio, no comparativo com abril. Em relação ao quinto mês de 2008, no entanto, verificaram acréscimo de 4,01%. Os dados são da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
De janeiro a maio deste calendário, houve crescimento de 5,36%, no confronto com igual intervalo do exercício passado.
Em termos nominais, as vendas diminuíram 3,67% ante abril e verificaram alta de 9,42% frente a maio de 2008.
Segundo a Abras, o decréscimo nas vendas na base mensal era esperado devido ao efeito do calendário, uma vez que a Páscoa deste calendário caiu em abril.
No comunicado divulgado nesta terça-feira, a associação mostrou que o valor da cesta de 35 produtos de amplo consumo teve alta de 2,24% perante abril e de 7,26% em relação há um ano, para R$ 264,59.
Flaviano Perin
globo.com
Comissão Europeia aprova Brasil Foods
A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), aprovou a fusão entre as empresas Perdigão e a Sadia, que resultará na criação da Brasil Foods. Apesar de serem companhias brasileiras, as regras da comissão exigem que empresas com grandes operações nos 27 países europeus que fazem parte do bloco, como a Perdigão, obtenham aprovação regulatória para fusões e aquisições.
A Brasil Foods terá 119 mil funcionários e 42 fábricas, estima-se que terá uma produção anual de cerca de 1,7 bilhão de frangos, oito milhões de suínos e mais de 11 milhões de toneladas de ração.
Os números representam cerca de um terço do abate brasileiro de aves e suínos, e mais da metade da exportação total do Brasil de carne de frango e de suínos no ano passado.
Franciele Sachet
Fonte: Revista Época - 30/06
Esta crise foi excelente para o Brasil
1. O Brasil agora virou uma categoria à parte. Agora não se investe em Emerging Markets (uma categoria genérica, em que se incluía também o Brasil). Agora o Brasil virou uma categoria à parte. Não dá para ficar fora do Brasil se você é uma fundação ou fundo de pensão norte-americano..
2. O Brasil é uma proxi para a China. Quem investiu na China se arrepende: perdeu dinheiro, viu fábricas idênticas serem construídas ao lado. Mas o Brasil vai ser um enorme exportador para a China, que já suplantou os Estados Unidos como parceiro de exportação. Já que não dá para investir na China, vamos investir em países que exportam para China.
3. O Brasil saiu desses tempos de turbulência como um país extremamente bem controlado financeiramente, graças ao Henrique Meirelles, que:
a. Desatrelou dívida interna indexada ao dólar, herança da "âncora cambial' do Gustavo Franco, da era FHC. Esse atrelamento caiu de 29% para 1%, de tal sorte que crises externas, que elevavam o dólar, não mais geram crises internas, aumentando a dívida interna.
b. Substituiu títulos com juros nominais atrelados ao dólar por títulos com juros reais pré-determinados atrelados ao real, na ordem de 30%. A defesa dos juros reais pré-determinados foi uma longa bandeira dos administradores, veja: Nominalismo econômico, em www.kanitz.com.br
c. Em vez de pedir US$ 45 bilhões ao FMI, como em 1998, devido à âncora cambial e ausência de reservas, o Brasil é quem está emprestando US$ 10 bilhões ao FMI.
d. Henrique Meirelles cria reservas de 200 bilhões de dólares, outra bandeira dos administradores financeiros, que acreditam que o futuro não dá para ser previsto por modelos econométricos. A única possibilidade é ter reservas para sobreviver às crises que surgirão.
Essa crise é a prova do pudim. Passamos no teste.
Os Estados Unidos, com os melhores economistas de seu país no Banco Central, fracassaram completamente. Não previram a crise. E o pior: não tinham reservas -- estão emitindo moeda.
Os próprios americanos reconhecem isso. A arrogância típica do americano passou para humildade. Foram os primeiros a desinvestir em massa de seus títulos americanos, para investir em empresas brasileiras. E vão continuar.
Eles que nunca deram pelota ao Brasil, que sempre nos acharam uma república de bananas, agora estão mudando o tom.
Sempre critiquei o governo brasileiro por não fazer o "marketing" do Brasil como nação. "O Brasil não é uma empresa, "marketing" não é uma variável econômica", eram as respostas que tive que ouvir.
Enquanto a Colômbia fazia marketing de seu café, nós produzíamos commodities. Quando sugeri registrarmos a marca GRID, Guaranteed Real Interest Deposit, acharam que criar marcas era uma bobagem. Acabei registrando a marca sozinho.
O governo americano registrou o TIPS, e saiu ganhando com uma idéia brasileira.
Uma crise de que saímos bem, vale muito mais do que qualquer anúncio ou campanha mercadológica.
O Brasil muda de patamar.
Acadêmico: Gregory P. de Oliveira
Fonte site http://administradores.com.br/artigos/esta_crise_foi_excelente_para_o_brasil/31463/
Autor do Artigo: Stephen Kanitz, consultor de empresas e conferencista.
UMA CONVERSA EM ATENAS
- Então, Nicomáquides, quais são os estrategos eleitos?
- Ah, Sócrates, você não acha que os atenienses foram injustos? Em lugar de elegerem a mim, que tenho tanta experiência militar e fui tantas vezes ferido (e mostrava suas cicatrizes) , escolheram um tal de Antístenes, que nunca foi soldado e até hoje só se dedicou a acumular dinheiro.
- Mas, você não acha que essa é uma boa qualidade?
- Ora, Sócrates, saber juntar dinheiro não significa saber comandar exércitos.
- Antístenes - continuou Sócrates - já demonstrou que é o nosso melhor mestre de coro.
- Santo Júpiter, Sócrates! Uma coisa é estar à frente de um coro e outra, muito diferente, é estar à frente de um exército!
- Veja, Nicomáquides, que Antístenes não sabe cantar nem treinar cantores, mas teve a habilidade de escolher os melhores artistas.
- Sim, Sócrates, mas será que ele encontrará no exército quem organize as tropas e faça a guerra em seu lugar?
- Se ele conseguir encontrar os melhores em questões militares, assim como soube fazer no caso dos cantores, bem que poderá vencer batalhas.
- Ah, é, Sócrates? Então, você acha que alguém pode ter, ao mesmo tempo, competência como diretor de coros e estratego?
- O que penso é o seguinte: o bom administrador terá bom desempenho à frente de um coro, uma casa, cidade ou exército.
- Santo Júpiter, Sócrates! Nunca pensei ouvir você dizer que um bom administrador de bens pode ser um bom general!
- Pois bem, Nicomáquides. Vamos ver se as responsabilidades de um e outro são iguais ou diferentes.
- Está bem, Sócrates, concordo.
- Cercar-se de colaboradores competentes, não é responsabilidade de ambos?
- Com certeza.
- Designar aos colaboradores as tarefas para as quais são mais aptos, sim ou não?
- Sim, é claro.
- Punir os relaxados e recompensar os aplicados?
- Certamente.
- Confraternizar com os colaboradores, para criar um clima positivo e espírito de colaboração?
- Sem dúvida.
- Cuidar do patrimônio, não devem ambos?
- Isso também é certo.
- Enfim, não devem ser igualmente dedicados em suas atribuições? Não é certo que ambos têm inimigos ou concorrentes? Não têm o mesmo interesse em vencê-los?
- Sim, é claro.
- Então, Nicomáquides, se os negócios particulares são tão parecidos com os negócios públicos, porque o administrador de um não pode ser o administrador de outro?
Adaptado de RANGEL DE ANDRADE, L., tradutor, Ditos e feitos memoráveis de Sócrates. Cia. Brasil Editora, Rio de Janeiro.
Acadêmica: Veridiane Honaiser
Ética na empresas
São as atitudes de seres humanos que podem decidir o que uma empresa é, que pode ser má, estimulando a competição selvagem e rancor, ou boa, estimulando a criatividade e boa qualidade de vida no trabalho.
Acadêmica: Ana Paula Knorst
segunda-feira, 29 de junho de 2009
O DESAFIO DO ADMINISTRADOR: A GESTÃO DO CONHECIMENTO
A humanidade está inserida na era da informação. O grande volume de informações existentes contribui para tornar o conhecimento uma ‘arma’ a disposição das pessoas e das empresas para vencer a competitividade.
A comunicação passou a ser valorizada, pois é o meio pelo qual se disseminam as informações, agregando valor aos indivíduos que conseguem transformar essas informações em conhecimento.
Segundo Stewart (1998, p. 11), "o conhecimento tornou-se o principal ingrediente do que produzimos, fazemos, compramos e vendemos. Resultado: administrá-lo - encontrar e estimular o capital intelectual, armazená-lo, vendê-lo e compartilhá-lo - tornou-se a tarefa econômica mais importante dos indivíduos, das empresas e dos países"
O capital intelectual explora o papel do conhecimento explícito e tácito. O conhecimento explícito é aquele que já foi institucionalizado através de regras, normas e procedimentos. Já o conhecimento tácito é um conhecimento desarticulado, composto pela intuição, perspectivas, crenças e valores que as pessoas formam como um resultado de suas experiências, e que determina como as organizações constróem suas decisões e formam o comportamento de seus membros. A definição de capital intelectual é baseado na exploração desses dois tipos de conhecimentos e é constituído por três elementos que encorajam a criação de valor e manutenção das estratégias de negócios das empresas (Saint-Onge, 1996; Stewart,1998):
capital humano. São as capacidades dos indivíduos requeridas para fornecer soluções para os clientes. Pode ser considerado a fonte de renovação e inovação.
capital de clientes. A profundidade (a penetração), a amplitude (cobertura), a devoção (lealdade) e rentabilidade dos clientes são importantes para interpretar pensamentos individuais e coletivos dos clientes que formam suas percepções de valores requeridos por algum produto ou serviço oferecidos a eles e com isso geram conhecimento e agregam valor para a organização. O capital de clientes é o valor dos relacionamentos de uma empresa com as pessoas com as quais faz negócios.
capital estrutural. Está em toda empresa. Pode ser utilizado como um instrumento para gerir o conhecimento da organização. É composto de quatro elementos: os sistemas, a estrutura, a estratégia e a cultura.O conhecimento tácito tem um impacto em todos os quatro elementos, mas ele nasce da cultura organizacional. Assim, o que nós somos ou desejamos para a organização, o que nós devemos e podemos fazer, tudo está associado ao comportamento organizacional (Saint-Onge, 1996).
Nesse contexto, o administrador assume o papel de gerenciar esse conhecimento dentro das organizações. Não é uma tarefa fácil, pois depende diretamente de uma gestão empresarial que priorize a pesquisa, o desenvolvimento dos recursos humanos, a capacidade de inovação e aprendizagem de todos os níveis da empresa. Isso requer muita flexibilidade, investimentos em tecnologia de informação, e desenvolvimento gerencial. Os administradores devem adquirir a capacidade de gerenciar o fluxo de informações que comanda todas as ações da organização.
Na realidade, a função do administrador é criar condições para que a organização se transforme em um empresa criadora e transformadora de conhecimento. No ambiente econômico em que vivemos a única certeza é a incerteza, a única fonte segura de vantagem competitiva duradoura das empresas é o conhecimento. A criação do conhecimento requer experimentação e correr riscos, que ampliam a capacidade de ação. A criação do conhecimento requer uma integração de saber e fazer, de forma que as idéias possam ser testadas e as capacidades humanas ampliadas (Nonaka, 1991, Gold, 1995; Salm & Amboni, 1997).
FONTE: portal do administrador
Acadêmica: Jianine G. Immich
Governo também baixa IPI para máquinas e equipamentos
Com isso, governo deixará de arrecadar R$ 414 mi neste ano.
Além de manter o IPI mais baixo para automóveis, materiais de construção, eletrodomésticos e pão, entre outros, o governo federal também anunciou nesta segunda-feira (29) a redução do imposto para 70 itens de bens de capital (máquinas e equipamentos), segundo informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. De acordo com o ministro, a redução valerá para o segundo semestre deste ano, terminando no fim de dezembro, com uma renúncia fiscal (valores que deixarão de ser arrecadados) de R$ 414 milhões no período. Ao todo, o governo deixará de arrecadar R$ 3,34 bilhões em 2009 com a prorrogação do imposto reduzido, aunciada nesta segunda-feira, e com as novas desonerações. Segundo o Ministério da Fazenda, os principais bens de capital que estão sendo desonerados são: válvulas industriais, árvores de transmissão, partes de aerogeradores (energia eólica), microscópios eletrônicos, hastes de bombeamento, congeladores industriais, partes de vários tipos de máquinas e equipamentos.
Acadêmico: Vinícius Matiello
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/
Governo prorroga IPI reduzido de carros, eletrodomésticos e construção
Imposto menor vale também para eletrodomésticos, construção e pão.
O governo decidiu prorrogar, por mais três meses, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para o setor automobilístico, informou nesta segunda-feira (29) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O benefício para este setor terminaria nesta terça-feira (30). "Em outubro, novembro e dezembro, volta gradualmente o tributo [IPI de automóveis], até estar totalmente reconstituído no fim do ano", disse Mantega. Para caminhões, o tributo reduzido vale até o fim do ano e, para motocicletas, terá validade por mais três meses. Além disso, o governo também decidiu manter o IPI baixo para a aquisição dos produtos da chamada "linha branca" pela população, que abrange fogões, máquinas de lavar, geladeiras, até 31 de outubro. Também foi mantido o IPI reduzido de cerca de 30 grupos de materiais de construção até o fim deste ano. O ministro da Fazenda informou ainda que também foi mantido o PIS e a Cofins, com alíquotas menores, para farinha de trigo e para o pão até o fim de 2010.
Automóveis
A redução do IPI para carros foi autorizada, pela primeira vez, em janeiro deste ano, quando o setor, e também o resto da economia, sentia mais fortemente os efeitos da crise financeira. Em março, foi autorizada a primeira prorrogação do imposto reduzido. Com a medida, o governo deixou de arrecadar R$ 1,75 bilhão neste ano. Para carros populares, de até mil cilindradas, o IPI caiu de 7% para zero e, para automóveis entre mil e duas mil cilindradas movidos à gasolina, recuou de 13% para 6,5%. Para carros flex (bicombustível) e movidos à álcool, o imposto caiu de 11% para 5,5%. Entretanto, não houve alteração para veículos com mais de duas mil cilindradas.
Eletrodomésticos
A redução do IPI para os eletrodomésticos da chamada "linha branca" foi anunciado pelo governo em 17 de abril, com validade de três meses, ou seja, até 17 de julho. Com a medida, o IPI das geladeiras caiu de 15% para 5%, o de fogões recuou de 5% para zero, enquanto o de máquinas de lavar foi diminuído de 20% para 10%. A alíquota de IPI para tanquinhos, por sua vez, caiu de 10% para zero. A expectativa do governo era de que o imposto reduzido, para este setor, representasse cerca de R$ 250 milhões a menos durante os três meses de vigência (até 17 de julho).
Materiais de construção
Em março deste ano, o governo anunciou a redução do IPI para mais de 20 grupos de produtos de materiais de construção, como revestimentos, tintas e cimento, entre outros. Em abril, porém, o governo incluiu novos grupos de produtos na lista de itens com IPI reduzido, como como telhas de aço, impermeabilizantes, revestimentos cerâmicos, cadeados e registros de gavetas, entre outros.
Acadêmico: Vinícius Matiello
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/
Obama pode estudar segundo pacote econômico se preciso, diz assessor
"Boa parte do estímulo ainda vai acontecer, e vamos ver como isso vai funcionar antes de falar sobre os próximos passos", disse ao programa "Meet the Press", da TV NBC, o assessor sênior David Axelrod.
"No outono vamos avaliar como estamos, mas neste momento acreditamos que o que já fizemos foi o suficiente. Se for preciso fazer mais, teremos essa discussão."
Depois de tomar posse, em janeiro, Obama fez aprovar um pacote de estímulo emergencial de US$ 787 bilhões, e a Casa Branca disse na época que esperava que a iniciativa pudesse manter o desemprego em níveis de um algarismo.
Mas a economia vem se enfraquecendo mais do que o previsto, e a Casa Branca agora avisa que o índice de desemprego pode passar dos 10% nos próximos meses, contra 9,4% em maio, diante da pior recessão em décadas.
"Não quebramos a espinha da recessão", disse Axelrod. "Vamos ter que navegar por tempos muito difíceis. Mas a questão é que estamos indo na direção certa."
Acadêmico: Tiago Fazolo
Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/obama_pode_estudar_segundo_pacote_economico_se_preciso_diz_assessor/24167/
Após 15 anos de real, país ainda não venceu 'herança' da inflação alta
Ele diz que o principal problema relacionado à inflação atual é a indexação ainda existente na economia, uma herança dos tempos de reajustes constantes nos preços. De acordo com estimativa do economista, esse fator é responsável por 15% da inflação brasileira atualmente.
Por meio da indexação, as contas de telefone, de luz e os contratos de aluguel, por exemplo, são reajustados anualmente pelos índices de inflação. Os aluguéis são atrelados ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Por sofrer influência de preços das matérias-primas (commodities), o IGP-M repassa impactos de altas em outros produtos para o sistema todo. "Isso perturba e dá uma grande instabilidade porque repassa um choque de preços externo para o sistema interno", diz do Carmo.
Reformas
Para o economista da FGV Projetos, Fernando Blumenschein, avançar na redução da indexação envolve reformas em cada um desses setores que têm os preços indexados. "São avanços mais difíceis. Para avançar nos preços de energia elétrica seria preciso uma reforma de todo o sistema do setor elétrico. Não é uma coisa que se possa fazer sem custos", diz.
Há ainda uma dificuldade política para combater essa forma de reajuste porque ela implica perda de arrecadação. "Se nós pegarmos o total de arrecadação dos Estados com ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços), mais de 50% tem origem em combustíveis, energia elétrica e telefonia. Por isso é complicadíssimo se fazer uma redução do preço de gasolina, por exemplo", diz Carmo.
Acadêmica: Carolina Machado
sábado, 27 de junho de 2009
Do que você tem medo??
No entanto, assuma, ousado empreendedor: arriscar dá medo. E não tenha medo de parecer um covarde, você não está sozinho. Diversos pequenos empresários contaram a uma revista americana quais eram seus maiores medos, veja se são os mesmos que os seus:
Medo número 1: fracasso
O maior medo dos empreendedores não poderia ser outro, ainda mais diante do alto índice de mortalidade de empresas. Nos Estados Unidos, 95% dos empreendimentos não passam dos cinco anos de existência, segundo a publicação. Aqui no Brasil, 62% dos estabelecimentos fecham as portas no mesmo período, segundo o Sebrae-SP. Assustador.
Sabendo das estatísticas é impossível não deitar e, durante aquele período que deveria anteceder aconchegadamente o sono, a lista de “e se” não tomar seus pensamentos: e se eu não fizer o melhor negócio? E se eu não tiver vocação para ser empreendedor? E se eu for à falência? Até aí, foi-se o sono.
Medo número 2: incertezas econômicas
Quem não usou e abusou do crescimento econômico do Brasil até mais de meados do ano passado e, em setembro, teve que arcar com as graves consequências da crise? A brusca diminuição da oferta de crédito e a diminuição do consumo (nem tão brusca assim no mercado brasileiro) certamente traumatizou muita gente, sobretudo nos Estados Unidos, como mostrou o levantamento da revista.
Medo número 3: ser seu próprio patrão
Muita gente sonha em não ter chefe, mas não ter chefe também implica em não ter quem o oriente e cuide de prazos e responda pelos erros e problemas. Além disso, diferente de outros empregos, o trabalho em seu pequeno negócio, especialmente no início, provavelmente não vai ter escritório fixo, benefícios e salário. Essa instabilidade e falta de rotina faz pessoas estreantes no mundo do empreendedorismo sentirem imensas saudades das cobranças do antigo patrão.
Medo número 4: consumo excessivo do seu tempo
A ideia de não ter mais tempo para ficar com a família, fazer academia, brincar com o cachorro ou simplesmente assistir a algumas horas de televisão aterroriza quem está abrindo seu próprio negócio.
Medo número 5: ficar por fora
Não ter demanda é um dos grandes pesadelos dos empreendedores. Imagine que, depois de passar por todas as apreensões citadas acima, o produto ou serviço oferecido não seja do interesse de ninguém. Existe terror maior?
E você? Tem medo do quê?
Acadêmica: Fernanda Scussiato Lago
O QUE É CLIMA ORGANIZACIONAL
Colunista-Titular do Portal Brasil
Conceitua-se como “Clima Organizacional” a ferramenta administrativa, integrante do Sistema da Qualidade, utilizada para medir e apurar o grau de satisfação dos colaboradores diretos da empresa perante determinadas variáveis. Pode ser utilizada e aplicada isoladamente ou de forma conjunta com as demais ferramentas do Sistema de Qualidade.
A direção da empresa determina, com o auxílio de especialistas na área de comportamento e relacionamento social além de técnicos da área de recursos humanos, o que acredita ser um resultado padrão ideal da satisfação de seus colaboradores.
Para a determinação desse padrão ideal são considerados aspectos variados como: aspirações pessoais, motivação, ambições funcionais, adequação da remuneração, horário de trabalho, relacionamento hierárquico, relacionamento profissional, interação social, dentre outros possíveis fatores que podem ser acrescidos à pesquisa do “Clima Organizacional”.
Determinado o ponto padrão de satisfação, tido como ideal pela empresa, admite-se uma variação percentual para mais ou para menos, que representaria uma faixa de tolerância aceitável como satisfatória. Caso a pesquisa aponte como resultado final algum ponto enquadrado na faixa de tolerância conclui-se que o “Clima Organizacional” está satisfatório.
Como a grande maioria das ferramentas da Qualidade, o “Clima Organizacional” também é uma ferramenta estatística e, a exemplo das demais, procura detectar e apontar distorções no processo administrativo, para análise e ponderações da direção das empresas que, se for o caso adotará medidas corretivas, antecipando-se a futuros problemas. No caso do “Clima Organizacional”, problemas relacionais.
Note que o padrão ideal do “Clima Organizacional” é determinado pela direção da empresa, o que nem sempre agrada e atende aos anseios de seus colaboradores.
Algumas empresas já evoluíram nesse aspecto e determinam o ponto padrão de comum acordo com os colaboradores, que são representados, no processo, por equipes formadas por colaboradores indicados pelo quadro funcional.
Para que o processo de estabelecimento do ponto ideal do “Clima Organizacional” seja utilizado corretamente, a direção da empresa e a equipe representativa dos colaboradores devem estar conscientes, totalmente engajadas e desprovidas de quaisquer bloqueios.
Há necessidade de ambas as partes se conscientizarem de que precisam encontrar uma solução que atenda a todos os interesses, ou seja, “o patrão precisa do empregado tanto quanto o empregado precisa do patrão e de seu emprego”. As equipes deverão buscar de forma racional, madura e negociada o ponto de equilíbrio que satisfaça as partes.
Essas variáveis submetidas à avaliação buscam medir a satisfação dos empregados com os diversos aspectos organizacionais tais como o relacionamento hierárquico, o volume de serviços individual e coletivo, as expectativas individuais relativamente à carreira e à qualidade de vida, as relações interpessoais no trabalho, a fluidez no processo organizacional e a satisfação e motivação individual e coletiva.
Para isso, realizam-se pesquisas internas nas quais submete-se, periodicamente, aos colaboradores diretos, independentemente do posto, função e do nível hierárquico na empresa, questionários com opções de respostas pré-definidas para a apuração do grau de satisfação. Determina-se, então, o que seria aceitável como padrão de satisfação e analisam-se os resultados.
Portanto, o “Clima Organizacional” é mais uma ferramenta disponível para utilização pelo administrador no processo organizacional e administrativo das empresas. Essa ferramenta bem utilizada possibilita à direção das empresas detectar fatores, procedimentos adotados e alguns problemas de relacionamento hierárquico e relacional que não são bem aceitos pelos seus colaboradores diretos, o que pode representar ponto de atrito e estrangulamento no processo organizacional, relacional e evolutivo das empresas.
Cabe ao administrador analisar e ponderar criteriosamente a tabulação das respostas para verificar algum ponto que necessite ser corrigido para que o processo produtivo da empresa se mantenha isento de incompatibilidades relacionais e insatisfações pessoais.
O “Clima Organizacional” é uma ferramenta mais comumente utilizada em grandes empresas que, por seu tamanho não permitem à direção detectar distorções setoriais e departamentais que possam estar afetando seu desempenho organizacional. Problemas relacionais não são raros. Muitas empresas já vivenciaram problemas do tipo: determinado setor ou departamento que apresenta problemas de relacionamento e satisfação individual ou coletiva que afeta o resultado final da empresa.
Essa ferramenta é extremamente importante quando é utilizada de maneira correta, imparcial e isenta de paixões ou sentimentos pessoais. Quando utilizada de forma periódica pode proporcionar à direção da empresa a tomada de medidas administrativas proativas que evitem o surgimento de problemas ou seu agravamento.
A ferramenta “Clima Organizacional” é tão importante que a maioria dos órgãos certificadores de excelência empresarial e organizacional já incorporou ao processo de certificação a exigência de seu uso no processo de qualificação das empresas.
Entretanto, grande parte das empresas que adotaram essa ferramenta para o fim de certificação de excelência, principalmente empresas estatais e órgãos públicos, utilizam a ferramenta de forma pouco hábil, verificando-se, constantemente, desvios na apuração dos resultados.
Quando o resultado da pesquisa não se mostra satisfatório, deixando de atender aos padrões mínimos aceitáveis que foram definidos previamente, no total ou em parte específica da pesquisa, essas empresas, ou melhor, os dirigentes e intermediários responsáveis pela apuração dos resultados, promovem alterações (adaptações? / atualizações?) nos quesitos “problemáticos”, por vezes excluindo das próximas pesquisas os quesitos que não obtiveram o resultado esperado.
Desta forma, o “Clima Organizacional” será sempre mascarado e não servirá efetivamente para a finalidade que foi criado e idealizado, que é a detecção de desvios no padrão de satisfação, desvios de comportamento, deteriorização de relacionamentos funcionais que possam afetar o desempenho organizacional e funcional das empresas.
Um administrador de verdade não pode agir dessa maneira. Assim torna-se um inútil, bem remunerado, na sua função.
A grande maioria dos administradores precisa aprender a usar corretamente essa ferramenta administrativa.
Acadêmico: Mauricio Zuffo
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Endividamento das famílias atinge quase 35% de sua renda, diz BC
Desde o terceiro trimestre de 2008, passa a ter desaceleração.
O nível de endividamento das famílias avançou nos últimos anos e atingiu 34,8% da renda anual dos doze meses anteriores, informou nesta sexta-feira (26) o Banco Central, por meio do relatório de inflação do segundo trimestre deste ano.
Desenvolvimento do mercado de crédito
De acordo com o Banco Central, a subida do nível de endividamento das famílias é um movimento associado ao próprio desenvolvimento do mercado de crédito, que era "incipiente" antes da consolidação da estabilidade macroeconômica.
Do terceiro trimestre de 2008 em diante, avaliou a autoridade monetária, o endividamento passa a apresentar tendência de desaceleração, comportamento consistente com o "arrefecimento das contratações".
Comprometimento da renda
De acordo com o BC, o nível de comprometimento da renda familiar com as dívidas atingiu 25,3% em março deste ano, com aumento de 2,8 pontos percentuais sobre março de 2007 - dois anos antes.
"Esse indicador evolui de forma menos acentuada, traduzindo os efeitos combinados das variações de saldos, prazos e taxas de juros. Nesse sentido, o comprometimento de renda decresceu entre o segundo trimestre de 2006 e
o primeiro trimestre de 2007, quando a elevação dos prazos e a redução das taxas de juros compensaram a expansão do volume de crédito", informou o BC.
Ao longo de 2008, acrescentou o BC, esse crescimento se acentuou, impulsionado, em especial, pela alta das taxas de juros. "Em 2009, observa-se novo declínio, explicado primariamente pela redução das taxas", concluiu.
Fonte site G1 - globo.com
Amanda Braga