domingo, 12 de abril de 2009

EXECUTIVO DA GOL

O voo mais difícil de Constantino Ele comprou a Varig e agora enfrenta o momento mais complicado da história da Gol, com prejuízo recorde e queda das ações. A estratégia de Constantino Junior para fazer sua empresa decolar de novoPOR AMAURI SEGALLA, FOTOS CLAUDIO GATTI

CONFIANÇA: o dono da Gol virou a empresa pelo avesso e promete retomar a rota dos lucros

A OS 40 ANOS, O empresário Constantino de Oliveira Junior já fez muita coisa na vida. Aos 15, aprendeu a pilotar avião. Aos 22, foi vicecampeão da Fórmula 3 Sul-Americana, uma das categorias que precedem a Fórmula 1. Aos 32, fundou uma companhia aérea, a Gol, e revolucionou o setor com um modelo de negócios inspirado nas empresas americanas de baixo custo e serviço ágil. Na aviação, passou por quase tudo. Viu sua companhia crescer a ponto de incomodar a líder do mercado brasileiro, investiu em rotas internacionais, abriu o capital da empresa, hoje listada nas Bolsas de São Paulo e Nova York, e entrou no grupo dos homens mais ricos do mundo da revista Forbes. Em 2006, no auge do sucesso, um Boeing 737-800 da Gol caiu na selva amazônica depois de colidir com um Legacy da Embraer, matando seus 154 ocupantes. Constantino teve de ir a público dar satisfações, mas a tragédia não afetou a imagem da companhia (mais tarde, uma CPI culpou os pilotos do Legacy pelo acidente). Em 2007, aos 38 anos, comprou a Varig, a marca mais tradicional da aviação brasileira, por US$ 320 milhões. Depois de fazer fortuna no setor, Constantino vive agora um revés inédito. Dias atrás, a Gol anunciou prejuízo recorde de R$ 1,38 bilhão. Sua participação no mercado diminuiu, voos internacionais foram cancelados e as ações preferenciais da empresa despencaram 77%. "O ano de 2008 foi marcado por uma significativa transformação na Gol", diz Constantino.

"Unifica-mos a operação com a Varig, fizemos uma profunda arrumação na casa, ajustamos o que não funcionava. Não é um momento difícil que vai abalar a companhia."
Constantino é hoje um homem diferente daquele que fundou a Gol em 2001. O ar de garotão deu lugar a um semblante mais sério e já se notam alguns fios brancos nos cabelos penteados para trás. Na condição de executivo de uma das maiores empresas do País, ele enfrenta agora o seu maior teste, com a responsabilidade de fazer a empresa retomar a rota dos lucros. O que não mudou é a confiança inabalável na companhia. "O final de 2008 e o começo de 2009 já revelam um período muito mais saudável", diz o empresário. "Os números do último trimestre de 2008 comprovam que nossa operação voltou a ser rentável." Nos três últimos meses do ano passado, a Gol obteve lucro operacional de R$ 53,9 milhões. O resultado financeiro, porém, foi negativo em R$ 700 milhões. Isso se deve principalmente ao impacto que a desvalorização cambial teve sobre a empresa. Sozinho, o câmbio fez a Gol perder R$ 501,9 milhões nos três últimos meses do ano passado. A TAM enfrentou o mesmo problema. Em termos de prejuízo, a líder do mercado brasileiro e a Gol praticamente empataram no ano passado. A TAM perdeu R$ 1,36 bilhão, pouco menos que a concorrente. O que assusta é que as gigantes aéreas tiveram um desempenho ruim mesmo dominando mais de 90% do mercado, num cenário de duopólio. David Barioni, presidente da TAM, atribuiu o resultado às perdas com operação de hedge de combustível e à depreciação do real. A diferença é que a TAM registrou um lucro operacional alentado, de R$ 688 milhões. "O principal problema para as duas empresas foi mesmo a questão cambial e a forte oscilação do preço do petróleo", afirma André Castellini, consultor especializado em aviação.
academico: Aguianldo brandielli

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Economia brasileira foi a menos atingida pela crise econômica mundial, segundo OCDE

Mesmo assim, Brasil recebeu classificação de "atividade em declínio"
O Brasil é o país que menos sofreu com a crise econômica mundial, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com o documento, a economia brasileira teve um recuo de 2,9 pontos e recebeu a classificação "atividade em declínio". O estudo, que se baseou em dados do mês de novembro de 2008, aponta forte desaceleração na União Européia, na Ásia, nos Estados Unidos e nas grandes economias emergentes. O levantamento inclui os 30 países membros da OCDE e outras cinco importantes economias que não integram o grupo, entre elas as do chamado Brics — Brasil, Rússia, Índia e China. O índice, considerado uma média dos indicadores econômicos, gira em torno do número 100. A OCDE classifica como "em expansão" economias com índice em crescimento e acima de 100. São definidas como "em declínio" economias acima de 100 mas com tendência de recuo na atividade econômica. Países com indicadores abaixo de 100, mas em crescimento, são classificados como "em recuperação". Já aqueles com índice abaixo de 100, e com economia em retração, são definidos como "em desaceleração". O Brasil é o único que manteve classificação acima de 100 no segundo semestre de 2008. Em novembro, o índice da OCDE ficou em 101,2 pontos contra 102,3 em outubro, 103,2 em setembro, 103,9 em agosto e 104,1 em julho. A Rússia foi o país com pior desempenho em novembro. O índice, de 89,8 pontos, é um pouco superior ao da China, mas representa recuo de 13,8 pontos na comparação com o mesmo período do ano passado. Como em praticamente todos os países, a queda vem se acentuando desde julho. Na China o índice ficou em 88,5 — 12,9 pontos abaixo da média de indicadores econômicos de novembro de 2007. Na Índia a desaceleração de novembro foi de 7,6 pontos frente ao mesmo período do ano. Todas as grandes economias mundiais também registraram forte desaceleração, com índices abaixo de 100 desde julho. A maior economia do mundo, os Estados Unidos receberam índice de 92,2 pontos em novembro, uma queda de 8,7 pontos na comparação com novembro de 2007. No Japão, país com segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, o recuo foi de 5,5 pontos em relação ao mesmo período do ano anterior, e o índice de novembro ficou em 93,7 pontos. Na Alemanha, terceira no ranking mundial, o índice da OCDE ficou em 91,6 pontos — queda de 10,7 pontos. O cenário não foi melhor nos países da zona do euro. A queda em relação a novembro de 2007 foi de 7,6 pontos, com índice de 94,3 pontos. Considerando-se as cinco maiores economias asiáticas (China Índia, japão, Indonésia e Coréia), a atividade econômica recuou 9,5 pontos, merecendo classificação de 91,6 pontos. Já os membros da OCDE registraram desaceleração de 7,3 pontos no confronto com novembro de 2007, com índice geral de 93,8 pontos.
Academica: Andrieli Pozenato

" Precisamos colocar as pessoas novamente para trabalhar", disse Obama na G20

Após reunião do G20, o presidente americano falou da necessidade de as empresas voltarem a produzir como antes e gerarem empregos

“Acabamos de fazer uma reviravolta histórica à altura da nossa responsabilidade e de recuperar um mundo com economia contraída, sistema financeiro congelado e desemprego em alta”, disse ele.

Alguns dos principais pontos do que ele falou:

O G20
“Esta crise afetou o mundo todo. A diferença com outras situações semelhantes do passado, é que, desta vez agimos rápido. Depois da crise de 1929, os países levaram mais de uma década para ver o crescimento econômico. Demorou-se muito tempo também para dar fim à recessão dos anos 1980. Aqui chegamos a resultados com semanas de negociação. Os líderes mundiais que estiveram aqui em Londres estão comprometidos com o crescimento econômico, com a geração de empregos, com um sistema para regular bancos e fundos, e com o livre comércio. A era das bolhas econômicas não pode continuar. Ainda há problemas a resolver, como o dos ativos tóxicos. Mas fica claro que há uma base criada para começar a resolver problemas. Novos passos surgirão nos próximos encontros”


Países Pobres
“O mundo não se esquecerá de países mais pobres. Vamos disponibilizar 448 milhões de dólares para regiões da África e da América Latina. E criar um fundo de 1 bilhão de dólares para segurança alimentar em áreas conflagradas pela fome. Isso não é caridade é estimular a criação de mercados, de consumidores para o futuro”.


Culpa americana pela crise
“A crise começou em Wall Street. E isso significa que teremos de criar mais instrumentos regulatórios e regras. Pelo menos se não quisermos mais bolhas especulativas.”
[...]

Fonte: Revista Época Negócios - Internacional/ G20- 02/04/2009
Academica: Franciele Sachet

domingo, 5 de abril de 2009

Crise devolve 563 mil à baixa renda



Crise devolve 563 mil à baixa renda
O ano de 2009 começou com uma reversão abrupta no crescimento da classe média - incluindo a classe C, a classe média popular - que caracterizou boa parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Somente em janeiro, a classe C nas seis maiores regiões metropolitanas do país perdeu 11% do seu crescimento no governo Lula. No mês, um total de 563 mil pessoas caiu da classe C para as classes D e E nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife.
Somando-se as classes A e B à C, a redução nas regiões metropolitanas chega a 765 mil, e é exatamente igual ao aumento das classes pobres, a D e a E. O crescimento da classe C é uma marca do governo Lula e também um fenômeno global causado pelo boom econômico encerrado em setembro do ano passado, especialmente em países como a China e a Índia. As classes A e B, por sua vez, incluem o que normalmente se considera como classes média e média alta no Brasil.
As seis regiões metropolitanas representam apenas um quarto da população, e, portanto, o recuo da classe média em janeiro deve ter sido muito maior do que as 765 mil pessoas. Porém, segundo Marcelo Neri, do Centro de Política Social (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que fez os cálculos, não é possível extrapolar os números para a população como um todo. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Não é hora de ser bonzinho...

Orgulhe-se do seu prestígio, presidente Lula, mas se o dinheiro está sobrando invista-o aqui mesmo no Brasil.
A reunião do G20 em Londres teve um resultado prático. Os países parecem ter concordado em fazer uma caixinha para reforçar o Fundo Monetário Internacional (FMI), e assim capacitá-lo a intervir nas nações mais sujeitas à bancarrota. No mais, o convescote londrino produziu as costumeiras declarações de intenção. Na vida real, por outro lado, os Estados Unidos rechaçaram a ideia de entregar o comando de sua economia a um hipotético órgão de governança global. E pouquíssimo foi feito de concreto contra o protecionismo.
Olhe-se o retrato oficial do encontro e observar-se-á um plantel de líderes impopulares, ou em grave risco de impopularidade. As notáveis exceções talvez sejam Barack Obama e Luiz Inácio Lula da Silva. O americano é 100% inocente, não tem qualquer culpa no desastre econômico-financeiro global. Aliás, elegeu-se derrotando os que provocaram o tsunami. Já os demais, de um jeito ou de outro, andaram surfando na “exuberância irracional”, termo que leva mais de uma década mas que só agora parece ter adquirido o completo significado.
Então, todos precisam dar a impressão de que estão fazendo algo. A coisa não anda fácil para ninguém. O anfitrião do conclave dos salvadores do planeta, o premiê trabalhista Gordon Brown, até ganhou certo fôlego na passagem do ano, ao sair na frente e defender a intervenção estatal nos bancos. Mas o tempo passou e ele voltou a cair nas pesquisas. Está, como é seu hábito desde que substituiu Tony Blair, comendo poeira atrás dos conservadores.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, também desce a ladeira. Os levantamentos de opinião pública mostram que engorda a cada dia o já amplamente majoritário contingente que desaprova o governo dele. Os franceses, assim como os britânicos, pedem mais ação e menos conversa fiada. O problema é não haver dinheiro suficiente. Por quê? Porque a bonança pré-crise se devia em boa parte a uma riqueza fictícia, parida pelos (e para os) gênios do mercado financeiro. Aquele mundo não volta mais. E não é fácil para ninguém aceitar a ideia de estar mais pobre. E de que só será possível sair da situação com trabalho, muito trabalho.
Mas voltemos a Londres. Parece que agora os brasileiros vamos enfiar a mão no bolso para ajudar o FMI. Não há dúvida de que no plano simbólico é uma vitória e tanto para Luiz Inácio Lula da Silva. Um país que vivia de pires na mão a cada crise hoje é chamado a ajudar a enfrentar a tempestade financeira. Parabéns, presidente Lula. Dito isso, talvez seja o caso de questionar se, para além do orgulho e da satisfação pelo prestígio, haverá algum motivo adicional que nos leve a apertar ainda mais o cinto e ajudar a pagar a conta de uma crise criada pelos outros.
O Brasil não quebrou, é verdade, mas nossos números pedem cuidado. A curva das receitas públicas segue para baixo, enquanto a das despesas está, numa visão benigna, engessada. A balança comercial mal e mal se mantém num patamar medíocre, graças principalmente à queda das importações. Não que elas estejam sendo substituídas por produto nacional. É que a economia está atolada. Pior ainda, somos um país que não imprime moeda forte (por razões óbvias), nem se arrisca a fazer mais dívida (por falta de vontade política dos nossos governantes).
Quem deve pagar a conta da crise? Quem deve socorrer as nações falimentares, que acreditaram no “Fim da História” e abriram enlouquecidamente suas economias? Ora, quem imprime moeda forte e está disposto a se endividar. Você sabe de quem estou falando. Orgulhe-se do seu prestígio, presidente Lula, mas se o dinheiro está sobrando invista-o aqui mesmo no Brasil. E deixe que os Estados Unidos e a Europa, mais precisamente a Alemanha, absorvam o custo de suas aventuras imperiais das duas últimas décadas. Não foram eles que prometeram o paraíso da “globalização” ao Leste Europeu? Então que se virem para dar um jeito na situação.

Não é hora de ser bonzinho. Nenhuma potência, das dignas do nome, está sendo.

Coluna Nas entrelinhas publicada no Correio Braziliense.

Acadêmica: Fernanda Scussiato Lago

sábado, 4 de abril de 2009

Crise Financeira

De acordo com a pesquisa, 40,1% dos entrevistados acreditam que o Brasil está lidando adequadamente com a crise financeira. O número de pessoas que acham que o Brasil vai sair fortalecido da crise aumentou de 35% em dezembro de 2008 para 46,3% na pesquisa desta semana. Já o número dos que que acham que o país sairá enfraquecido da crise se manteve estável em 23%. A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 23 e 27 de março, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.Queda confirmada A pesquisa confirma tendência de queda na aprovação do governo com a crise econômica, apontada na semana retrasada por levantamentos do Datafolha e do CNI/Ibope. As duas pesquisas apontaram a queda da aprovação pela primeira vez em quase dois anos.De acordo com o Datafolha, a taxa de aprovação do governo Lula caiu de 70%, em novembro do ano passado, para 65%. Até então, a aprovação seguia uma trajetória ascendente: 48% em março de 2007, 50% em novembro daquele ano, 55% em março de 2008, 64% em setembro daquele ano, até chegar a 70% em novembro de 2008, patamar que nenhum outro presidente brasileiro havia alcançado desde a redemocratização do país.A queda apontada pelo CNI/Ibope foi ligeiramente maior, de 73% que avaliaram o governo como ótimo ou bom em dezembro de 2008 contra 64% que tiveram essa avaliação em março deste ano. A popularidade do presidente Lula também caiu de 84% em dezembro para 78% neste último levantamento.2010A ministra Dilma Rousseff, possível candidata do PT à presidência, melhorou sua posição em todas as simulações das eleições de 2010. Na pesquisa espontânea, ela atingiu 3,6%, num empate técnico com o governador mineiro Aécio Neves, que possui 2,9%. Na espontânea, Lula lidera com 16,2%. O presidente, porém, não poderá ser novamente candidato.Nas pesquisas estimuladas, em que são dados os nomes dos candidatos ao entrevistado, o governador paulista José Serra (PSDB) lidera todos os quadros em que aparece de maneira isolada. Já Aécio Neves empata com Dilma Rousseff em um possível confronto com ela no primeiro turno e perde para ela na simulação do segundo.
Fonte: http://www.natalpress.com
Acadêmico - Cristhian J.B. De Carli

Você não acha chique o Brasil emprestar para o FMI?, diz Lula em Londres

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Presidente considerou que conversas do G20 foram equilibradas.
Ele disse que o valor de US$ 1 trilhão ajudará a restabelecer o crédito.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o caráter democrático da reunião do G20 (grupo de países desenvolvidos e nações em desenvolvimento), em Londres, na Inglaterra, nesta quinta-feira (2), e voltou a dizer que o Brasil poderá emprestar dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Você não acha muito chique o Brasil emprestar dinheiro para o FMI?", perguntou o presidente a jornalistas.

Lula lembrou que, durante muitos anos, carregou faixas em protestos dizendo "Fora FMI". Ele disse que gostaria de "entrar para a história" como "o presidente que emprestou algum dinheiro para o FMI, além de pagar a conta dos outros", sem especificar que conta seria essa.

Lula disse que um eventual financiamento do país ao FMI pode mudar a postura do país em relação ao fundo. "Depois a gente se queixa de que os países ricos querem mandar no FMI e no Banco Mundial. Lógico, nós só entramos lá como pedintes. Nós temos que colocar a nossa fatia para podermos exigir", disse. "Nós temos que entender que, embora tenha problemas, o Brasil tem condições de ajudar os países mais pobres."

De igual para igual

O presidente Lula afirmou também que, depois de seis anos de negociações internacionais, o encontro em Londres foi a primeira vez em que sentiu que países desenvolvidos e em desenvolvimento negociam em igualdade de condições. Para ele, a reunião do G20 será "um grande passo" para uma nova realidade econômica.

Lula voltou a afirmar que a crise foi causada pelos países ricos, que descuidaram de seus sistemas financeiros. Ele voltou a dizer que "a única coisa" que tem a pedir é que as nações desenvolvidas recuperem suas economias. Desta forma, segundo ele, o Brasil será beneficiado.

O presidente disse que achou a reunião gratificante, pois, segundo ele, os líderes do G20 conseguiram entender que o momento pede uma "mistura de prudência e, ao mesmo tempo, de ousadia". Segundo ele, o valor de US$ 1 trilhão a ser liberado para o FMI emprestar a países em dificuldades ajudará a restabelecer o crédito no mercado internacional.

Lula afirmou ainda que "todo mundo ficou pensando então que é preciso criar uma regulamentação para o sistema financeiro mundial, para que ele esteja mais voltado ao setor produtivo e menos ao especulativo".

Presente à mesma entrevista, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressaltou que “sobre a importância desse encontro do G20, só vejo um antecedente parecido em que os países mais importantes se reuniram para discutir política econômica e para reformar as instituições multilaterais: eu penso em Bretton Woods”. Ele se referiu à conferência realizada em 1944 para restabelecer o sistema monetário e financeiro global depois da Segunda Guerra Mundial.

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Martino, Victor de. "Você não acha chique o Brasil emprestar para o FMI?, diz Lula em Londres" [online] Disponível na internet via WWW.
URL: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1070863-9356,00-VOCE+NAO+ACHA+CHIQUE+O+BRASIL+EMPRESTAR+PARA+O+FMI+DIZ+LULA+EM+LONDRES.html
Notícia publicada em 2/4/2009 às 16h48.



ACADÊMICO: Matheus Guaragni Parizotto

Veja como as reduções de impostos do pacote do governo vão afetar seu bolso

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As medidas tributárias anunciadas pelo governo federal nesta semana já começam a fazer efeito no bolso dos consumidores. Além dos veículos, que eram benificiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) desde dezembro e tiveram o incentivo prorrogado, lojas de materiais de construção e concessionárias de motos também já começaram a reduzir preços.

O objetivo do pacote do governo é estimular a economia do país, cujo crescimento foi afetado pela crise mundial. Pelas novas regras, foi isenta de cobrança de IPI a compra de revestimentos, tintas e cimento, entre outros produtos usados na construção civil. Também foi reduzida a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) que incide sobre motocicletas.

A redução do IPI para carros e caminhões, que zera a alíquota para alguns modelos e expiraria em 31 de março, também foi prorrogada pelo governo federal dentro do pacote de estímulo à economia. No primeiro trimestre de 2009, quando a redução tributária para o setor já estava em vigor, a venda de veículos foi recorde para o período.

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Para saber o preço de alguns produtos com mudanças na cobrança dos impostos, consulte a
notícia na íntegra
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G1 - São Paulo. "Veja como as reduções de impostos do pacote do governo vão afetar seu bolso". [online] Disponível na internet via WWW.
URL: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1072307-9356,00-VEJA+COMO+AS+REDUCOES+DE+IMPOSTOS+DO+PACOTE+DO+GOVERNO+VAO+AFETAR+SEU+BOLSO.html
Notícia publicada em 4/4/2009 às 8h01.



ACADÊMICO: Matheus Guaragni Parizotto

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Lula 'é o cara', diz Obama durante reunião do G20, em Londres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou um elogio do presidente dos EUA, Barack Obama, nesta quinta-feira (2). Ao encontrar o presidente brasileiro durante almoço que fez parte da reunião de líderes do G20 (grupo de países desenvolvidos e em desenvolvimento), em Londres, na Inglaterra, Obama afirmou que Lula "é o cara" e que o presidente brasileiro é o "político mais popular do mundo".

"É porque ele é boa pinta", frisou o presidente norte-americano, ao lado do secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner.

Lula tem uma agenda cheia nesta quinta-feira. O presidente vai se encontrar depois do encontro do G20 com o colega chinês, Hu Jintao. Os dois devem conversar, entre outros assuntos, sobre a possibilidade da criação de uma moeda internacional sem ligação com qualquer país para substituir o dólar. Depois, Lula concede uma entrevista à rede britânica "BBC".

Acadêmico : Jonathan nilo Piccoli
Fonte : http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1070378-9356,00-LULA+E+O+CARA+DIZ+OBAMA+DURANTE+REUNIAO+DO+G+EM+LONDRES.html

Otimismo estrangeiro 'contagia' Bovespa, que registra forte alta


Os mercados repercutem de forma positiva à divulgação dos compromissos da reunião do G20, que incluem liberação de US$ 1 trilhão adicional para empréstimos a países em dificuldade, a serem liberados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), além de mais regulação para os bancos e o fim da era dos "segredos bancários".

"Acordamos que normas internacionais de contabilidade terão que ser estabelecidas, com novo critério de classificação de crédito. (...) O segredo bancário tem que ser terminado", disse o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ao anunciar as medidas. "Vamos limpar os bancos para promover o aumento de empréstimos às famílias e empresas."
"Esse US$ 1 trilhão é dinheiro novo. É dinheiro gerado através do FMI emitindo seus direitos especiais e do crédito comercial, que vem de agências de exportação", frisou o primeiro-ministro. Com esse dinheiro novo, o Fundo poderá liberar empréstimos a nações em dificuldades, como o México, que solicitou US$ 47 bilhões no início desta semana.
Obama se diz orgulhoso sobre reunião Histórica do G20.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou nesta quinta-feira (2) e se disse "orgulhoso" dos resultados das discussões que ocorreram durante o encontro do G20 (grupo de líderes de países desenvolvidos e em desenvolvimento).
Obama disse que a reunião foi "muito produtiva" e constituiu "um marco", pelo "conjunto sem precedente de ações coordenadas" decididas.
As "medidas ousadas" aprovadas "são necessárias para reativar a economia mundial, mas ainda não se sabe se suficientes" para tirar o mundo da crise", declarou Obama durante uma entrevista coletiva.

Amanda Braga
Fonte - Site globo.com