domingo, 12 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Economia brasileira foi a menos atingida pela crise econômica mundial, segundo OCDE
O Brasil é o país que menos sofreu com a crise econômica mundial, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com o documento, a economia brasileira teve um recuo de 2,9 pontos e recebeu a classificação "atividade em declínio". O estudo, que se baseou em dados do mês de novembro de 2008, aponta forte desaceleração na União Européia, na Ásia, nos Estados Unidos e nas grandes economias emergentes. O levantamento inclui os 30 países membros da OCDE e outras cinco importantes economias que não integram o grupo, entre elas as do chamado Brics — Brasil, Rússia, Índia e China. O índice, considerado uma média dos indicadores econômicos, gira em torno do número 100. A OCDE classifica como "em expansão" economias com índice em crescimento e acima de 100. São definidas como "em declínio" economias acima de 100 mas com tendência de recuo na atividade econômica. Países com indicadores abaixo de 100, mas em crescimento, são classificados como "em recuperação". Já aqueles com índice abaixo de 100, e com economia em retração, são definidos como "em desaceleração". O Brasil é o único que manteve classificação acima de 100 no segundo semestre de 2008. Em novembro, o índice da OCDE ficou em 101,2 pontos contra 102,3 em outubro, 103,2 em setembro, 103,9 em agosto e 104,1 em julho. A Rússia foi o país com pior desempenho em novembro. O índice, de 89,8 pontos, é um pouco superior ao da China, mas representa recuo de 13,8 pontos na comparação com o mesmo período do ano passado. Como em praticamente todos os países, a queda vem se acentuando desde julho. Na China o índice ficou em 88,5 — 12,9 pontos abaixo da média de indicadores econômicos de novembro de 2007. Na Índia a desaceleração de novembro foi de 7,6 pontos frente ao mesmo período do ano. Todas as grandes economias mundiais também registraram forte desaceleração, com índices abaixo de 100 desde julho. A maior economia do mundo, os Estados Unidos receberam índice de 92,2 pontos em novembro, uma queda de 8,7 pontos na comparação com novembro de 2007. No Japão, país com segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, o recuo foi de 5,5 pontos em relação ao mesmo período do ano anterior, e o índice de novembro ficou em 93,7 pontos. Na Alemanha, terceira no ranking mundial, o índice da OCDE ficou em 91,6 pontos — queda de 10,7 pontos. O cenário não foi melhor nos países da zona do euro. A queda em relação a novembro de 2007 foi de 7,6 pontos, com índice de 94,3 pontos. Considerando-se as cinco maiores economias asiáticas (China Índia, japão, Indonésia e Coréia), a atividade econômica recuou 9,5 pontos, merecendo classificação de 91,6 pontos. Já os membros da OCDE registraram desaceleração de 7,3 pontos no confronto com novembro de 2007, com índice geral de 93,8 pontos.
" Precisamos colocar as pessoas novamente para trabalhar", disse Obama na G20
“Acabamos de fazer uma reviravolta histórica à altura da nossa responsabilidade e de recuperar um mundo com economia contraída, sistema financeiro congelado e desemprego em alta”, disse ele.
Alguns dos principais pontos do que ele falou:
O G20
“Esta crise afetou o mundo todo. A diferença com outras situações semelhantes do passado, é que, desta vez agimos rápido. Depois da crise de 1929, os países levaram mais de uma década para ver o crescimento econômico. Demorou-se muito tempo também para dar fim à recessão dos anos 1980. Aqui chegamos a resultados com semanas de negociação. Os líderes mundiais que estiveram aqui em Londres estão comprometidos com o crescimento econômico, com a geração de empregos, com um sistema para regular bancos e fundos, e com o livre comércio. A era das bolhas econômicas não pode continuar. Ainda há problemas a resolver, como o dos ativos tóxicos. Mas fica claro que há uma base criada para começar a resolver problemas. Novos passos surgirão nos próximos encontros”
Países Pobres
“O mundo não se esquecerá de países mais pobres. Vamos disponibilizar 448 milhões de dólares para regiões da África e da América Latina. E criar um fundo de 1 bilhão de dólares para segurança alimentar em áreas conflagradas pela fome. Isso não é caridade é estimular a criação de mercados, de consumidores para o futuro”.
Culpa americana pela crise
“A crise começou em Wall Street. E isso significa que teremos de criar mais instrumentos regulatórios e regras. Pelo menos se não quisermos mais bolhas especulativas.”
[...]
Fonte: Revista Época Negócios - Internacional/ G20- 02/04/2009
Academica: Franciele Sachet
domingo, 5 de abril de 2009
Crise devolve 563 mil à baixa renda
Crise devolve 563 mil à baixa renda
Somando-se as classes A e B à C, a redução nas regiões metropolitanas chega a 765 mil, e é exatamente igual ao aumento das classes pobres, a D e a E. O crescimento da classe C é uma marca do governo Lula e também um fenômeno global causado pelo boom econômico encerrado em setembro do ano passado, especialmente em países como a China e a Índia. As classes A e B, por sua vez, incluem o que normalmente se considera como classes média e média alta no Brasil.
As seis regiões metropolitanas representam apenas um quarto da população, e, portanto, o recuo da classe média em janeiro deve ter sido muito maior do que as 765 mil pessoas. Porém, segundo Marcelo Neri, do Centro de Política Social (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que fez os cálculos, não é possível extrapolar os números para a população como um todo. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Não é hora de ser bonzinho...
A reunião do G20 em Londres teve um resultado prático. Os países parecem ter concordado em fazer uma caixinha para reforçar o Fundo Monetário Internacional (FMI), e assim capacitá-lo a intervir nas nações mais sujeitas à bancarrota. No mais, o convescote londrino produziu as costumeiras declarações de intenção. Na vida real, por outro lado, os Estados Unidos rechaçaram a ideia de entregar o comando de sua economia a um hipotético órgão de governança global. E pouquíssimo foi feito de concreto contra o protecionismo.
Olhe-se o retrato oficial do encontro e observar-se-á um plantel de líderes impopulares, ou em grave risco de impopularidade. As notáveis exceções talvez sejam Barack Obama e Luiz Inácio Lula da Silva. O americano é 100% inocente, não tem qualquer culpa no desastre econômico-financeiro global. Aliás, elegeu-se derrotando os que provocaram o tsunami. Já os demais, de um jeito ou de outro, andaram surfando na “exuberância irracional”, termo que leva mais de uma década mas que só agora parece ter adquirido o completo significado.
Então, todos precisam dar a impressão de que estão fazendo algo. A coisa não anda fácil para ninguém. O anfitrião do conclave dos salvadores do planeta, o premiê trabalhista Gordon Brown, até ganhou certo fôlego na passagem do ano, ao sair na frente e defender a intervenção estatal nos bancos. Mas o tempo passou e ele voltou a cair nas pesquisas. Está, como é seu hábito desde que substituiu Tony Blair, comendo poeira atrás dos conservadores.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, também desce a ladeira. Os levantamentos de opinião pública mostram que engorda a cada dia o já amplamente majoritário contingente que desaprova o governo dele. Os franceses, assim como os britânicos, pedem mais ação e menos conversa fiada. O problema é não haver dinheiro suficiente. Por quê? Porque a bonança pré-crise se devia em boa parte a uma riqueza fictícia, parida pelos (e para os) gênios do mercado financeiro. Aquele mundo não volta mais. E não é fácil para ninguém aceitar a ideia de estar mais pobre. E de que só será possível sair da situação com trabalho, muito trabalho.
Mas voltemos a Londres. Parece que agora os brasileiros vamos enfiar a mão no bolso para ajudar o FMI. Não há dúvida de que no plano simbólico é uma vitória e tanto para Luiz Inácio Lula da Silva. Um país que vivia de pires na mão a cada crise hoje é chamado a ajudar a enfrentar a tempestade financeira. Parabéns, presidente Lula. Dito isso, talvez seja o caso de questionar se, para além do orgulho e da satisfação pelo prestígio, haverá algum motivo adicional que nos leve a apertar ainda mais o cinto e ajudar a pagar a conta de uma crise criada pelos outros.
O Brasil não quebrou, é verdade, mas nossos números pedem cuidado. A curva das receitas públicas segue para baixo, enquanto a das despesas está, numa visão benigna, engessada. A balança comercial mal e mal se mantém num patamar medíocre, graças principalmente à queda das importações. Não que elas estejam sendo substituídas por produto nacional. É que a economia está atolada. Pior ainda, somos um país que não imprime moeda forte (por razões óbvias), nem se arrisca a fazer mais dívida (por falta de vontade política dos nossos governantes).
Quem deve pagar a conta da crise? Quem deve socorrer as nações falimentares, que acreditaram no “Fim da História” e abriram enlouquecidamente suas economias? Ora, quem imprime moeda forte e está disposto a se endividar. Você sabe de quem estou falando. Orgulhe-se do seu prestígio, presidente Lula, mas se o dinheiro está sobrando invista-o aqui mesmo no Brasil. E deixe que os Estados Unidos e a Europa, mais precisamente a Alemanha, absorvam o custo de suas aventuras imperiais das duas últimas décadas. Não foram eles que prometeram o paraíso da “globalização” ao Leste Europeu? Então que se virem para dar um jeito na situação.
Não é hora de ser bonzinho. Nenhuma potência, das dignas do nome, está sendo.
Coluna Nas entrelinhas publicada no Correio Braziliense.
Acadêmica: Fernanda Scussiato Lago
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sábado, 4 de abril de 2009
Crise Financeira
Acadêmico - Cristhian J.B. De Carli
Você não acha chique o Brasil emprestar para o FMI?, diz Lula em Londres
Presidente considerou que conversas do G20 foram equilibradas.
Ele disse que o valor de US$ 1 trilhão ajudará a restabelecer o crédito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o caráter democrático da reunião do G20 (grupo de países desenvolvidos e nações em desenvolvimento), em Londres, na Inglaterra, nesta quinta-feira (2), e voltou a dizer que o Brasil poderá emprestar dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
"Você não acha muito chique o Brasil emprestar dinheiro para o FMI?", perguntou o presidente a jornalistas.
Lula lembrou que, durante muitos anos, carregou faixas em protestos dizendo "Fora FMI". Ele disse que gostaria de "entrar para a história" como "o presidente que emprestou algum dinheiro para o FMI, além de pagar a conta dos outros", sem especificar que conta seria essa.
Lula disse que um eventual financiamento do país ao FMI pode mudar a postura do país em relação ao fundo. "Depois a gente se queixa de que os países ricos querem mandar no FMI e no Banco Mundial. Lógico, nós só entramos lá como pedintes. Nós temos que colocar a nossa fatia para podermos exigir", disse. "Nós temos que entender que, embora tenha problemas, o Brasil tem condições de ajudar os países mais pobres."
De igual para igual
O presidente Lula afirmou também que, depois de seis anos de negociações internacionais, o encontro em Londres foi a primeira vez em que sentiu que países desenvolvidos e em desenvolvimento negociam em igualdade de condições. Para ele, a reunião do G20 será "um grande passo" para uma nova realidade econômica.
Lula voltou a afirmar que a crise foi causada pelos países ricos, que descuidaram de seus sistemas financeiros. Ele voltou a dizer que "a única coisa" que tem a pedir é que as nações desenvolvidas recuperem suas economias. Desta forma, segundo ele, o Brasil será beneficiado.
O presidente disse que achou a reunião gratificante, pois, segundo ele, os líderes do G20 conseguiram entender que o momento pede uma "mistura de prudência e, ao mesmo tempo, de ousadia". Segundo ele, o valor de US$ 1 trilhão a ser liberado para o FMI emprestar a países em dificuldades ajudará a restabelecer o crédito no mercado internacional.
Lula afirmou ainda que "todo mundo ficou pensando então que é preciso criar uma regulamentação para o sistema financeiro mundial, para que ele esteja mais voltado ao setor produtivo e menos ao especulativo".
Presente à mesma entrevista, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressaltou que “sobre a importância desse encontro do G20, só vejo um antecedente parecido em que os países mais importantes se reuniram para discutir política econômica e para reformar as instituições multilaterais: eu penso em Bretton Woods”. Ele se referiu à conferência realizada em 1944 para restabelecer o sistema monetário e financeiro global depois da Segunda Guerra Mundial.
Martino, Victor de. "Você não acha chique o Brasil emprestar para o FMI?, diz Lula em Londres" [online] Disponível na internet via WWW.
URL: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1070863-9356,00-VOCE+NAO+ACHA+CHIQUE+O+BRASIL+EMPRESTAR+PARA+O+FMI+DIZ+LULA+EM+LONDRES.html
Notícia publicada em 2/4/2009 às 16h48.
ACADÊMICO: Matheus Guaragni Parizotto
Veja como as reduções de impostos do pacote do governo vão afetar seu bolso
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As medidas tributárias anunciadas pelo governo federal nesta semana já começam a fazer efeito no bolso dos consumidores. Além dos veículos, que eram benificiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) desde dezembro e tiveram o incentivo prorrogado, lojas de materiais de construção e concessionárias de motos também já começaram a reduzir preços.
O objetivo do pacote do governo é estimular a economia do país, cujo crescimento foi afetado pela crise mundial. Pelas novas regras, foi isenta de cobrança de IPI a compra de revestimentos, tintas e cimento, entre outros produtos usados na construção civil. Também foi reduzida a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) que incide sobre motocicletas.
A redução do IPI para carros e caminhões, que zera a alíquota para alguns modelos e expiraria em 31 de março, também foi prorrogada pelo governo federal dentro do pacote de estímulo à economia. No primeiro trimestre de 2009, quando a redução tributária para o setor já estava em vigor, a venda de veículos foi recorde para o período.
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Para saber o preço de alguns produtos com mudanças na cobrança dos impostos, consulte a
notícia na íntegra.
G1 - São Paulo. "Veja como as reduções de impostos do pacote do governo vão afetar seu bolso". [online] Disponível na internet via WWW.
URL: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1072307-9356,00-VEJA+COMO+AS+REDUCOES+DE+IMPOSTOS+DO+PACOTE+DO+GOVERNO+VAO+AFETAR+SEU+BOLSO.html
Notícia publicada em 4/4/2009 às 8h01.
ACADÊMICO: Matheus Guaragni Parizotto
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Lula 'é o cara', diz Obama durante reunião do G20, em Londres
"É porque ele é boa pinta", frisou o presidente norte-americano, ao lado do secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner.
Lula tem uma agenda cheia nesta quinta-feira. O presidente vai se encontrar depois do encontro do G20 com o colega chinês, Hu Jintao. Os dois devem conversar, entre outros assuntos, sobre a possibilidade da criação de uma moeda internacional sem ligação com qualquer país para substituir o dólar. Depois, Lula concede uma entrevista à rede britânica "BBC".
Acadêmico : Jonathan nilo Piccoli
Fonte : http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1070378-9356,00-LULA+E+O+CARA+DIZ+OBAMA+DURANTE+REUNIAO+DO+G+EM+LONDRES.html
Otimismo estrangeiro 'contagia' Bovespa, que registra forte alta

"Acordamos que normas internacionais de contabilidade terão que ser estabelecidas, com novo critério de classificação de crédito. (...) O segredo bancário tem que ser terminado", disse o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ao anunciar as medidas. "Vamos limpar os bancos para promover o aumento de empréstimos às famílias e empresas."
"Esse US$ 1 trilhão é dinheiro novo. É dinheiro gerado através do FMI emitindo seus direitos especiais e do crédito comercial, que vem de agências de exportação", frisou o primeiro-ministro. Com esse dinheiro novo, o Fundo poderá liberar empréstimos a nações em dificuldades, como o México, que solicitou US$ 47 bilhões no início desta semana.
Obama disse que a reunião foi "muito produtiva" e constituiu "um marco", pelo "conjunto sem precedente de ações coordenadas" decididas.
As "medidas ousadas" aprovadas "são necessárias para reativar a economia mundial, mas ainda não se sabe se suficientes" para tirar o mundo da crise", declarou Obama durante uma entrevista coletiva.