terça-feira, 5 de maio de 2009

Itaú Unibanco tem lucro líquido de R$ 2,015 bi no 1º trimestre

O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira que teve um lucro líquido de R$ 2,015 bilhões no primeiro trimestre do ano, uma queda de 1,4% em relação ao resultado obtido no mesmo período de 2008, segundo números proforma.
A previsão mediana de analistas consultados pela Reuters apontava para lucro de R$ 2,477 bilhões no período. Desconsiderando itens extraordinários, o lucro líquido de janeiro a março teria sido de R$ 2,56 bilhões , ante R$ 2,72 bilhões um ano antes, um declínio de 5,8%.
O lucro líquido foi parcialmente afetado pela contabilização de R$ 491 milhões referentes a mortização de ágios. Outro fator que comprometeu os resultados foi a provisão para créditos de liquidação duvidosa, que somou R$ 4,373 bilhões. O número acompanhou o aumento do índice de inadimplência, que atingiu 5,6% no trimestre. Além disso, as receitas com prestação de serviços caíram 5,4% em doze meses, para R$ 3,56 bilhões.
A carteira de crédito da instituição, resultado da fusão entre Itaú e Unibanco em novembro do ano passado, avançou 25,1% na mesma base de comparação, para R$ 272,7 bilhões. O dado inclui os resultados de avais e fianças.
"A redução do nível de atividade econômica levou à desaceleração do crescimento da carteira de empréstimos e financiamentos", explicou o banco, em relatório comentado. Os ativos totais tiveram um crescimento de 88,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2008, evoluindo para R$ 618,9 bilhões.
A rentabilidade sobre patrimônio líquido do grupo, importante indicador da rentabilidade de um banco, ficou em 18,2%, abaixo dos 27,1% do primeiro trimestre do ano passado. Os dados comparativos são na base proforma, já que Itaú e Unibanco tornaram-se uma só instituição em novembro do ano passado.

Acadêmica: Fabiane Giaretton

Indústria brasileira tem maior queda trimestral desde 1991

A produção da indústria brasileira ficou exatamente em linha com o esperado em março e encerrou o primeiro trimestre com o pior resultado desde 1991, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção industrial fechou o primeiro trimestre de 2009 com recuo de 14,7% frente à igual período do ano anterior. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a taxa ficou em recuou 7,9%.
Em relação a fevereiro, a produção subiu 0,7% em março. Na comparação com março de 2008, houve queda de 10%. Para o economista-chefe da Sulamerica, Newton Rosa, a indústria brasileira, embora em patamar melhor que no último trimestre do ano passado, ainda não apresenta uma recuperação e deve fechar o ano em queda.
"Não é ainda uma recuperação. Está melhor que o patamar do fim do ano passado, mas há agora apenas um sinal muito tênue de melhora. Uma retomada vai ficar mais clara a partir do segundo trimestre. Isso porque o consumo tem se mantido relativamente firme, as empresas têm reportado que o grosso do ajuste dos estoques já foi feito, temos um pacote fiscal e juros mais baixos. (Ainda assim), a produção fica negativa no ano, em 4%."
Relatório da consultoria Rosenberg & Associados segue o mesmo raciocínio e descarta cravar uma "recuperação consistente".
"Os dados revelam que o ciclo de ajuste de estoques ainda é forte na indústria e ainda não é possível detectar uma recuperação mais consistente da atividade industrial."

Acadêmica: Fabiane Giaretton

Produção industrial sobe 0,7% e tem terceira alta seguida, aponta IBGE

Segundo instituto, setor de automóveis influenciou resultado mensal.
A perda acumulada dos dois últimos trimestres foi a maior desde 1990.

A produção industrial subiu 0,7% no mês de março em relação a fevereiro e registrou a terceira alta mensal seguida, considerando os dados com ajuste sazonal. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal divulgada nesta terça-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a março do ano passado, a atividade industrial apresentou recuo de 10%, de acordo com o instituto. A perda acumulada dos dois últimos trimestres foi de 16,7%, a mais elevada desde o segundo trimestre de 1990, quando o índice recuou 19,8%. "Após três meses de suave acréscimo mensal no nível de produção, acumulando alta de 4,8% entre dezembro e março, houve uma inversão na trajetória do índice de média móvel trimestral, que cresceu 1,6% em março frente ao mês anterior, após perda acumulada de 18% nos últimos cinco meses", destacou o IBGE em nota.

Segmentos em alta

Um dos setores que mais influenciou a alta, conforme o instituto, foi o setor de veículos automotores, que registrou, em relação a fevereiro, elevação de 7%. Onze das 27 atividades industriais tiveram alta na produção. Outros setores destacados pelo instituto foram a indústria farmacêutica (9%); outros produtos químicos (3,5%); equipamentos de instrumentação médico-hospitalar e óticos (20,8%); e indústrias extrativas (2,4%).

Segmentos em retração

Em março, o IBGE apontou alguns dos setores que exerceram pressão negativa no índice: equipamentos de transporte (-15,2%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-15,3%); máquinas e equipamentos (-3,3%); e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-5,5%). Considerando as categorias da indústria, a única a registrar retração em março ante fevereiro foi o setor de bens de capital, cuja produção caiu 6,3%. Os demais registraram leve variação ou pequena alta: bens intermediários (0,3%); bens de consumo (1,3%); bens duráveis (1,7%); bens semiduráveis e não duráveis (0,8%).

COMO MANTER O EMPREGO NA CRISE

Pesquisa feita com 6 mil internautas revelou que 35% das empresas brasileiras já reduziram o seu quadro de funcionários e planejam demitir mais este ano. Por outro lado, 27% das empresas não pretendem fazer alterações no número de membros das suas respectivas equipes.

"Em tempos de crise, as pessoas devem contribuir com a empresa no sentido mais amplo da palavra, oferecendo-se para ajudar no que for possível, se comprometendo com a organização, entregando os resultados que a empresa espera e evidenciando toda a flexibilidade e adaptabilidade que o momento exige", ressalta a presidente da ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Elaine Saad.

Como manter o emprego?

Caso a empresa esteja em dúvidas sobre quais empregados ela irá manter, o profissional precisa mostrar que faz a diferença para manter o seu lugar na equipe.

"As pessoas conseguem preservar o emprego quando investem em sua qualificação, mesmo sem o apoio organizacional, exigindo que o funcionário saiba para onde a sua empresa está caminhando. Além disso, acompanhar as tendências do mercado também mantém a empregabilidade, mesmo que a empresa na qual estamos atuando venha a fechar, pois estes profissionais terão melhores condições de se recolocar no mercado", destacou o presidente da ABRH-RN, Jocélio Soares.

Histórico

Para a presidente da ABRH-ES, Ângela Abdo, o histórico do trabalhador na empresa determina se ele vai prosseguir ou não na empresa em uma situação de cortes.

"Na hora da demissão, os profissionais precisam se lembrar de que a avaliação será feita em cima de seu histórico como um todo, por isso atitudes de última hora podem ser vistas como oportunistas. Mas demonstrar cooperação e solidariedade também é importante, por isso aquelas pessoas que entendem o momento da empresa, ajudam a reduzir custos e propõem soluções alternativas ajudam a fortalecer sua imagem na empresa".

De acordo com o vice-presidente de Relações Trabalhistas da ABRH- Nacional, Carlos Pessoa, ao avaliar cortes, as empresas sabem exatamente quem vão manter e quem vão demitir. "Trabalhar direito e ter atitudes corretas com o seu empregador são atributos decisivos. Em uma lista de dez colaboradores, a empresa sabe, na hora do corte, quem deve ser o primeiro e quem deve ser o último a ser dispensado. Assim, consegue manter o emprego quem trabalha para ser o último da lista".

Acadêmica: Kaline Aires

Comércio na Cidade do México perde R$ 240 milhões por dia com a gripe

O comércio na Cidade do México está perdendo 1,5 bilhão de pesos por dia (cerca de R$ 240 milhões), por causa do fechamento de cinco dias de lojas e empresas ordenado pelo governo por causa da gripe suína.



A estimativa é da Confederação Patronal da República Mexicana, que disse ainda temer o fechamento de micro e pequenas empresas emconsequência da situação econômica do país.



Restaurantes, bares e todo o setor de lazer e entretenimento foram afetados pelas medidas de prevenção do governo, que proibiu estesestabelecimentos de funcionar até a próxima quarta-feira.



O governo do México afirmou que epidemia de gripe suína vem causando grandes prejuízos à economia do país, mas disse que ainda não é possível saber o tamanho do estrago.



Na noite de segunda-feira, o presidente Felipe Calderón disse que a saúde dos mexicanos é o mais importante, mas que é preciso pensar também na recuperação do crescimento econômico do país o mais rápido possível. O México é um dos países mais afetados pela crise econômica mundial.



"Por isso já foram dadas instruções aos membros do gabinete econômico para que desenhem uma série de medidas destinadas a minimizar o impacto (da epidemia) sobre a atividade econômica do México", disse.



Desde que foi dado o alarme por causa do surto, vários setores foram obrigados a parar ou diminuir suas atividades. As indústrias passaram a operar com menos funcionários e em sistema de turnos e as empresas mantiveram apenas as operações essenciais ou aquelas que pudessem ser realizadas de casa por seus empregados.



Outra preocupação, apontada por analistas, é em relação à remessa de divisas dos mexicanos que trabalham nos Estados Unidos. Se até há alguns meses havia esperança de recuperação da economia americana e, com ela, o regresso dos trabalhadores mexicanos dispensados nos últimos meses, esta possibilidade parece cada vez mais remota.



Turismo
O setor de turismo, uma das principais fontes de renda do país, se viu imediatamente afetado pela crise e, com a imagem do México comprometida em todo o mundo, não espera se recuperar tão depressa.



Os hotéis da capital indicam uma taxa de ocupação de menos de 10%, o que, para a Câmara de Comércio, Serviços e Turismo da Cidade do México representa uma perda diária de 777 milhões de pesos (aproximadamente R$ 125 milhões). Em destinos turísticos como Cancún, Cozumel ou Los Cabos, reservas para os próximos meses foram canceladas.



O setor aéreo, que já vinha enfrentando uma queda na demanda superior a 20% por conta da recessão econômica, também se viu afetado pela epidemia.



Além de voos cancelados, as companhias aéreas ainda estão tendo que lidar com a medida adotada por alguns países de proibir voos provenientes de e com destino ao México.



"Mas seguiremos promovendo o México, principalmente nas próximas feiras e exposições internacionais, como as de Londres, Atlanta, Chicago, Shangai e Los Angeles", disse o Ministro da Economia, Gerardo Ruiz.



Outro setor que já sente os resultados negativos do surto é o de produtos suínos. Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter confirmado que o consumo de carne de porco não é um meio de transmissão da doença, a venda do produto caiu mais de 80% no país e, segundo o governo, algumas nações resolveram cancelar as importações de carne suína mexicana.



"Acudiremos à Organização Mundial do Comércio para expressar nosso desacordo com as restrições impostas por alguns países ao acesso de produtos suínos do nosso país", disse Ruiz.



Lucros com a crise
No entanto, durante estes dias de alerta no México, alguns setores obtiveram resultados positivos, como as redes de comida fast-food e os supermercados. Com o fechamento de 35 mil restaurantes na Cidade do México até a próxima quarta-feira e o cerco aos vendedores informais, os moradores não tiveram outra opção a não ser comer em casa.



Na semana passada, diante da possibilidade de uma quarentena, os mexicanos se dirigiram aos supermercados, inclusive de madrugada. Diante da situação, a própria Associação Nacional de Lojas de Auto-serviço e de Departamentos emitiu um comunicado pedindo que se evitassem "compras de pânico". A entidade, que agrupa mais de 17 mil lojas no país, assegurou que todos seus estabelecimentos permaneceriam abertos.



As farmácias não puderam responder à demanda de produtos vitamínicos, antigripais, antibactericidas e, principalmente, de máscaras de proteção. O setor estima que nos últimos dias houve um aumento de 300% nas vendas em função da gripe suína. Consultórios e hospitais privados também reportam aumento no número de pacientes que, preocupados com a epidemia, acudiram aos médicos.



Durante o feriado prolongado, que termina nesta terça-feira, outro serviço que registrou ganhos foi o das locadoras de filmes. Sem opções de lazer nas ruas, 150 mil pessoas reativaram suas contas na rede Blockbuster, que elevou em 100% suas vendas.



Ações
O ministro da Economia disse que nos próximos dias serão anunciadas diversas medidas que estão sendo analisadas para ajudar os setores mais afetados pela epidemia. "E teremos que colocá-las para funcionar imediatamente."



Na semana passada, o ministro da Fazenda do México, Agustín Carstens disse que é impossível ter um índice diário do efeito da epidemia na economia do país. O impacto, disse, "vai depender certamente da duração e propagação da epidemia".



Mas, segundo o ministro, seria um impacto de curto prazo. "Estaria concentrado nos serviços e a recuperação seria rápida. E a razão principal é que diante deste choque a infraestrutura do país, sua capacidade produtiva, não se vê afetada em sua essência."

Acadêmica: Carolina Machado

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Será mesmo que você é substituível?

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E Beethoven?

- Como? - o encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico)?

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro.
Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:

"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias.... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois
nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único....com toda certeza ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.
O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor."

Acadêmica Carolina Machado

Lula: pré-sal pode resolver problemas econômicos do País

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que o início da exploração da camada pré-sal representa "uma nova era" na história do petróleo brasileiro e pode resolver parte dos problemas econômicos do País. Na última sexta-feira, Lula participou da cerimônia que marcou a primeira extração de petróleo do campo de Tupi, no Rio de Janeiro.

No programa semanal Café com o Presidente, ele lembrou que não se sabe ainda a quantidade de petróleo disponível em toda a área do pré-sal. Mas, o governo pretende fazer testes pelos próximos 15 meses e apenas depois desse período o petróleo será explorado com fins comerciais. Ele citou ainda a necessidade de regulamentação da Lei do Petróleo.

"Quando descobre petróleo na camada pré-sal, o Brasil tem chance de se transformar em um país com um potencial extraordinário e aí a gente pode resolver parte dos nosso problemas econômicos", disse, ao se referir à descoberta da camada pré-sal como "uma quase segunda independência" brasileira.

A Petrobras prevê produzir 100 mil barris diários de petróleo em Tupi no plano piloto, que será iniciado em 2010, e projeta para 2020 cerca de 1,8 milhão de barris diários em Tupi e outros blocos que serão desenvolvidos, praticamente o mesmo volume produzido atualmente pela companhia.

Lula ressaltou que o País continuará a investir em biocombustíveis mesmo com a exploração da camada pré-sal, uma vez que é preciso renovar a matriz energética. Parte dos 400 milhões de hectares disponíveis para a agricultura, segundo o presidente, pode ser usada para o plantio de mamona, dendê, pinhão manso e girassol - alternativas para uma nova matriz energética.

"Acho extremamente importante a gente ter consciência de que, quanto mais petróleo, melhor, mas isso não significa que a gente vai deixar de investir no biodiesel e no etanol, porque são duas fontes energéticas extraordinárias para despoluir o planeta e para que a gente possa gerar milhões de empregos no País", disse.


Acadêmico: Tiago Fazolo

Fonte:http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200905041122_ABR_78041027

sábado, 2 de maio de 2009

Crise internacional agrava situação de trabalho precário no Brasil

Brasília - Problemas estruturais da economia brasileira poderão ser agravados na conjuntura da crise financeira internacional. A crise, que já trouxe perda de emprego e de renda, tem um potencial de ocasionar aumento do uso de mão-de-obra sem contratação formal.

"Em uma recessão, a informalidade tende a aumentar exatamente porque as empresas querem reduzir o custo da mão-de-obra, e os trabalhadores querem evitar perder salário", afirma o economista José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio. A partir de dados mais recentes, uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas divulgada no ano passado contabilizou que a informalidade cresceu também no momento de expansão da economia brasileira, antes da crise iniciada no segundo semestre. Segundo a FGV, a economia informal cresceu 4,7% até junho do ano passado e 8,7% em 2007. Para Camargo, a legislação trabalhista brasileira gera "enorme incentivo à informalidade".

Ele exemplifica seu raciocínio citando a aposentadoria. "Como o trabalhador tem direito a uma pensão aos 60 anos de idade de um salário mínimo, independentemente de ter contribuído para a previdência social, existe aí um enorme incentivo para que empresários e trabalhadores negociem esta cunha com uma renda maior e um custo menor da mão-de-obra."

"Existe uma cunha enorme entre o salário que o trabalhador recebe e o custo do trabalho para o empresário, essa cunha são os impostos e mais previdência social", diz. O economista Fernando Botelho, pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo), pondera que "quando a economia cresce aumentam a disponibilidade de crédito e as condições para que as empresas contratem formalmente". Mas ele avalia que, se o governo tivesse insistido na agenda de reformas durante o primeiro mandato (2003-2006), o país estaria menos vulnerável. Segundo Botelho, foi a reforma do crédito, por exemplo, que viabilizou o aumento do financiamento da casa própria, o que gerou uma demanda por imóveis e faz com que o setor de construção civil ainda esteja preservado na crise.

Além da informalidade, os economistas temem aumento do trabalho infantil. Havendo recessão, os setores mais vulneráveis da sociedade poderão ser especialmente atingidos.

Camargo, da PUC-Rio, diz que a oferta de trabalho infantil está relacionada à pobreza das famílias, "criança que trabalha é de família pobre".

"Uma parte substancial das famílias brasileiras pobres necessita dos recursos, das rendas geradas dos trabalhos dos seus filhos para ter um padrão de vida minimamente razoável. O que acontece é que existe um incentivo para que as famílias coloquem seus filhos no mercado de trabalho para melhorar seu padrão de vida no presente em detrimento do padrão de vida dessas crianças no futuro quando se tornarem adultas", declara.

Apesar do cenário negativo, os dois economistas não temem que possa ocorrer aumento de casos de trabalho em situação análoga à escravidão por causa da crise. Eles ressaltam que o trabalho escravo é um componente de setores marginais da economia e ocorre nas regiões rurais, de fronteira agrícola, utilizando mão-de-obra extremamente desqualificada.

Botelho acrescenta que o trabalho escravo sofreu pressão no momento oposto ao da crise, quando cresceu a demanda munidal nos últimos anos por commodities (soja, carne, minério de ferro).

Acadêmica: Fabiane Giaretton

Petrobras tira com sucesso primeiro óleo da camada pré-sal de Tupi

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, comemorou a extração com sucesso do primeiro óleo do campo de Tupi, no pré-sal da bacia de Santos, nesta sexta-feira.

"Começou a produção e está muito bem, fluindo como o esperado, é um óleo muito bom, de 28 graus API", disse Gabrielli, que entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um barril contendo o primeiro óleo extraído, que marca a primeira exploração em águas ultra-profundas da região.

Lula não foi à plataforma Cidade de São Vicente para a extração, como estava previsto, por questão de segurança.

O campo de Tupi, o primeiro que será desenvolvido dos 10 blocos já descoberto na bacia de Santos, vai produzir durante o Teste de Longa Duração entre 14 mil e 15 mil barris diários, e não mais 30 mil barris diários como planejado anteriormente.

"O teste deve chegar a 14 mil, 15 mil, porque temos a limitação do 'flare' (queima de gás)", informou o executivo. O preço de extração, segundo ele, é inferior ao preço do petróleo no mercado internacional atualmente.

A Agência Nacional do Petróleo limita o volume de gás natural que uma empresa pode queimar durante a operação.

Gabrielli informou que o teste vai durar 15 meses em dois poços, e o resultado vai "depender da evolução dos poços, vamos testar 3 meses um, 6 meses outro, tudo como o planejado", afirmou.

"Estamos iniciando realmente uma nova etapa, a descoberta foi feita em 2006, nenhuma outra descoberta desse tamanho teve o primeiro óleo em 3 anos", destacou.

"É uma demonstração da capacidade da Petrobras de realmente desenvolver essa área", afirmou Gabrielli.

A Petrobras prevê produzir 100 mil barris diários de petróleo em Tupi no Plano Piloto, que será iniciado em 2010, e projeta para 2020 cerca de 1,8 milhão de barris diários em Tupi e outros blocos que serão desenvolvidos, praticamente o mesmo volume produzido atualmente pela companhia.

Acadêmica: Fabiane Giaretton

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Casos de infecção por gripe suína chegam a 331 no mundo, diz OMS

A OMS (Organização Mundial de Saúde) afirmou nesta sexta-feira que o número confirmado de casos de infecção po gripe suína aumentou para 331 em 11 países. A organização confirmou ainda dez mortes pelo vírus influenza A (H1N1), nove no México e uma nos Estados Unidos.
O balanço da OMS aponta que o México tem 156 casos confirmados, contra 312 apontados pelo governo mexicano, e não inclui caso de infecção confirmado pelo governo da Costa Rica.
A diferença nos dados da OMS e do governo mexicano é resultado da estrutura utilizada pelo México para testar e avaliar as suspeitas de gripe suína.
O México recebeu na terça-feira passada (28) novos equipamentos de análise molecular que foram instalados na Cidade do México e em Veracruz, no leste do país, principais focos da doença. Estes aparelhos são operados em coordenação com pessoal da OMS e do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), dos Estados Unidos.
Contudo, como o México não tem certificação para possuir esse tipo de laboratório --e sua instalação ser emergencial--, as amostras tem de ser enviadas aos EUA ou ao Canadá para que um centro homologado confirme efetivamente a infecção por gripe suína. Nesta quarta-feira, o secretário-geral adjunto da OMS, Keiji Fukuda, afirmou que milhares de amostras retiradas no México aguardam exames pelos critérios da organização.
Segundo a OMS, atualmente os Estados Unidos registram 109 casos, sendo 50 em Nova York, 26 no Texas, 14 na Califórnia e 10 na Carolina do Sul. Lá ocorreu também a morte de um bebê mexicano, de 23 meses, no Texas. Segundo o governo americano, contudo, ele já apresentava sintomas da doença antes de viajar com a família para o Estado americano, para visitar parentes.
Os outros países com casos confirmados são Canadá (34), Espanha (13), Reino Unido (8), Alemanha (3), Israel (2), Áustria (1), Holanda (1), Nova Zelândia (3) e Suíça (1).
A maior parte dos casos de gripe suína estão relacionados com o México, já que os infectados em todo o mundo visitaram recentemente o país norte-americano.
A Alemanha, contudo, registrou nesta sexta-feira o primeiro contágio de gripe suína dentro do território do país, anunciou o Ministério da Saúde. Trata-se de uma mulher da Baixa Baviera que foi contagiada pelo vírus influenza A (H1N1) sem ter ido ao México. Ela já se recuperou da doença.
Outro caso similar foi registrado no começo da semana na Espanha e aumentou o temor de uma epidemia generalizada, de alcance global.

Otimista

Apesar de apresentar números mais altos que os da OMS, o México se disse otimista com uma aparente estabilização nos casos.
O ministro da Saúde, José Ángel Córdova,disse que há sinais "encorajadores" no combate à doença, mas alertou que isso não quer dizer que "o vírus não esteja circulando".
Para Córdova, um destes sinais encorajadores é a queda do total de pessoas que chegam diariamente aos hospitais temendo estar com o novo vírus. No dia 20 de abril, 212 pessoas com sintomas de gripe que poderiam ser de gripe suína procuravam as autoridades médicas contra 46 nesta quinta-feira.
As autoridades sanitárias do México afirmaram no final desta quinta-feira que o número de casos confirmados de infectados pela gripe suína no país chegou a 312. Ainda segundo o governo mexicano --que inicialmente anunciou 22 pessoas mortas pelo novo vírus influenza A (H1N1) e posteriormente disse que o número era de apenas sete--, os comprovadamente mortos pelo novo vírus agora são 12.
Das cerca de 2.900 pessoas com suspeita de contaminação --número que o Ministério da Saúde do país informou que vai parar de atualizar--, apenas 679 fizeram o teste para confirmar a presença do vírus influenza A (H1N1) até agora. Menos da metade dos 679 testados (312) foi confirmada como portadora da doença e, destas, 300 sobreviveram. Visitas às casas das famílias das vítimas também resultou em poucas novas suspeitas.

Fonte: Folha Online
Acadêmico: Ronei Cazzarotto