segunda-feira, 18 de maio de 2009

Obama reafirma apoio a Estado palestino; Netanyahu se diz disposto a iniciar diálogos

WASHINGTON e JERUSALÉM - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu nesta segunda-feira o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca. Na reunião, a primeira desde que ambos chegaram ao poder, o líder americano reafirmou o seu compromisso com a criação de um Estado palestino como solução para o conflito no Oriente Médio e exigiu que Isarel abandone os planos para expansão de assentamentos na Cisjordânia ocupada. Netanyahu, por sua vez, disse estar disposto a iniciar diálogos de paz, "assim que os palestinos reconhecessem Israel como um Estado judeu". Ele também defendeu que os palestinos se "auto governem", mas não mencionou a criação de um Estado independente.
A questão pode significar um obstáculo para as tradicionalmente boas relações entre Israel e Estados Unidos. Nesta segunda-feira, dando prosseguimento a um projeto a que Washington se opõe veementemente, uma autoridade israelense confirmou planos para expandir um assentamento na Cisjordânia ocupada.
- Devemos aproveitar esta oportunidade e este momento para alcançar a paz - disse Obama a jornalistas na coletiva de imprensa realizada após o encontro com o premier israelense.
Segundo assessores, as discussões entre os líderes também giraram em torno do programa nuclear iraniano. Netanyahu enfatizou a necessidade de uma solução urgente para as ambições nucleares do Irã.
- Há um senso de urgência de nossa parte - disse o conselheiro nacional de segurança de Israel, Uzi Arad que classificou o Irã com armas nucleares como uma ameaça à existência de Israel.
Acadêmico: Tiago Fazolo

Oposição quer privatizar Petrobras, diz ministro sobre CPI

Para Paulo Bernardo, oposição quer 'desmoralizar' empresa. Nelson Jobim diz que CPI quer antecipar processo eleitoral de 2010.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta segunda-feira (18) que a oposição, com a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades na administração contábil da Petrobras, pretende "desmoralizar" a empresa com o intuito de privatizá-la.

"O que o PSDB gostaria mesmo é de privatizar a Petrobras e eles não conseguiram fazer isso no governo Fernando Henrique [1995-2003]", disse. "Provavelmente vão querer desmoralizar a Petrobras para fazer isso no futuro, mas tenho certeza de que não vão conseguir." Bernardo afirmou que o governo vai esclarecer todas as suspeitas levantadas contra a petrolífera estatal. "E vamos continuar fazendo investimentos na área do pré-sal normalmente, mantendo a Petrobras com a grande empresa que é", destacou.

Na justificativa do pedido de CPI, protocolado na última quarta-feira (13), o senador tucano Álvado Dias (PR) manifesta preocupação com as seguidas denúncias contra a Petrobras e a ANP. “É preocupante que a maior empresa estatal brasileira tenha passado a freqüentar as páginas policiais da imprensa."

Segundo Bernardo, o Brasil anda na contramão da tendência mundial. "Enquanto os grandes países desenvolvidos estão fazendo tudo para proteger suas empresas, nós fazemos alguma coisa para derrubar a maior empresa do continente sul-americano", reclamou.

"A oposição, no seu afã de dificultar as coisas para o governo pode prejudicar uma empresa que é uma das maiores do mundo." O ministro do Planejamento ressaltou, no entanto, que a instalação da CPI não conseguirá paralisar as atividades do governo.

"Nós vamos acompanhar essa gritaria que estão fazendo, mas de forma alguma vamos deixar paralisar. Nem as ações de investimento da Petrobras serão paralisadas, nem o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), nem o programa Minha Casa, Minha Vida. Vamos tocar tudo normalmente", assegurou Bernardo.
Jobim
Para o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a criação da CPI da Petrobras representa uma antecipação do processo eleitoral de 2010. "Isso tudo aí é briga política, se chama 2010", disse Jobim a jornalistas após participar da abertura de um encontro de fuzileiros navais. A leitura do requerimento na sexta-feira para criação da CPI, primeiro passo no processo de instalação da comissão, foi comandada pelo PSDB, partido que rivaliza com o PT na sucessão presidencial do ano que vem. Mesmo o Democratas, aliado dos tucanos, não têm interesse na CPI. Nelson Jobim, que é do PMDB, acredita que a oposição vai criar novos fatos políticos ao longo deste ano para tentar enfraquecer o governo. "Vai haver a partir dessa antecipação do processo eleitoral uma enormidade de retaliações, que são naturais, considerando a eleição de 2010. Não existem regras para isso. As coisas acontecem", disse.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Politica

Acadêmico: Tiago Fazolo

Sadia + Perdigão = Brasil Foods

Depois de meses de suspenses e reviravoltas, os principais acionistas da Sadia e Perdigão resolveram neste domingo (17) as últimas pendências técnicas para a união das duas companhias.Executivos de bancos e advogados que representam os acionistas passaram o fim de semana discutindo como resolver as questões que faltavam para a assinatura do contrato.

Segundo uma fonte ligada com as negociações , "há 99% de chances"de a fusão ser anunciada hoje.O banco e a corretora ficarão de fora da nova empresa por exigência das duas partes. O acordo não poderia acontecer com a área financeira, segundo uma fonte que participou de muitos encontros para fechar o acordo, que chegaram a reunir até 20 pessoas na sala.

Brasil Foods (BRF) será o nome da nova companhia que surgirá da união entre Sadia e Perdigão.
O nome da futura maior empresa de alimentos industrializados do Brasil será em inglês, mas Brasil será grafado com s, como na língua portuguesa, não com o z do inglês.

A nova companhia será a maior exportadora de produtos de carne processada do mundo. Será também a terceira maior exportadora brasileira, atrás de Petrobras e Vale do Rio Doce, mas "a única que levará a marca brasileira para a mesa de consumidores no mundo todo", afirma. Sadia e Perdigão hoje competem entre si em mais de cem países.

Na nova empresa, aproximadamente 45% de vendas serão destinadas ao mercado externo, e 55%, ao mercado interno.

Quando o negócio for assinado, as companhias passarão por um período de transição, em que terão que aguardar até que a BRF seja aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Fonte: www.bonde.com.br/bond
www1.folha.uol.com.br

Acadêmica: Kaline Aires

Lula faz esforço para elevar investimento da China no Brasil

Em cinco anos, os investimentos chineses somaram US$ 129 bilhões no exterior, mais em aquisição e compra de participações do que em projetos novos



PEQUIM - A China já investiu US$ 18 bilhões no exterior este ano, em plena crise financeira global, conforme levantamento do provedor de dados Dealogic, de Londres, mas nem um centavo tomou o rumo do Brasil. Do montante, US$ 3,4 bilhões foram destinados à América Latina para compra de participação da mina chilena Escondida, a maior produtora de cobre do mundo.
Em cinco anos, os investimentos chineses somaram US$ 129 bilhões no exterior, mais em aquisição e compra de participações do que em projetos novos. Com relação ao Brasil, enquanto o comércio bilateral cresce em ritmo veloz, as inversões chinesas representam um mísero 0,3% do estoque aplicado pelas companhias estrangeiras na economia brasileira como investimentos estrangeiros diretos.

As autoridades chinesas não cessaram de acenar com participações, especialmente na área de commodities, mas dois grandes projetos da Baosteel no Espírito Santo, no montante de US$ 6 bilhões, e da Chalco, com US$ 2 bilhões no Pará, foram cancelados.

É nesse cenário que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca hoje (18/05) em Pequim para uma rápida visita, na qual a "dinamização" dos investimentos está no centro da agenda com o líder chinês Hu Jintao. No papel, a ideia é ambiciosa. Os dois presidentes vão anunciar um plano de ação para 2010-2014 para multiplicar comércio, investimentos e cooperação em outras oito áreas. "Desta vez esperamos que os investimentos fluam para o Brasil", afirmou ontem o embaixador brasileiro em Pequim, Clodoaldo Hugueney. Ele disse que vem sendo procurado com frequência por companhias chinesas interessadas em investir no país. Exemplificou com o caso da San-y, construtor de equipamentos pesados, como guindastes, que quer abrir fábrica em São Paulo, mas sem mencionar local ou valor dos investimentos. Boa parte das autoridades brasileiras diz a mesma coisa. O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, contou recentemente que tem recebido um número importante de empresários chineses dispostos a investir em etanol, agricultura, mineração, etc. Se algum negócio vai ser fechado, é outra coisa.

Marcos Caramuru, o cônsul brasileiro em Xangai, diz que "todo dia" vê empresa chinesa querendo ir para o Brasil. No meio da crise e sentado em reservas de US$ 2 trilhões, o governo chinês quer internacionalizar as empresas diversificar mercados. Para os dois diplomatas, os investimentos chineses no Brasil já são bem mais importantes do que as cifras indicam. Isso por duas razões: primeiro, o BC não tem registro de investimento estrangeiro, e sim apenas de transferência de recursos. E boa parte do investimento seria feita via paraísos fiscais, que apareceriam como a origem dos recursos. No entanto, um estudo do Ministério do Desenvolvimento fez um levantamento apenas com base em anúncios feitos por companhias. E o montante a que chegou não passou de US$ 400 milhões, desde 2004.

Globalmente, o grosso dos investimentos chineses tem sido na área de commodities. Este ano, o maior negócio foi na Austrália, de quase US$ 10 bilhões. Mas onde Pequim joga pesado é na África. "O Brasil perde investimentos chineses para a África", diz um empresário. "Eles não querem respeitar o ambiente, querem levar chineses para trabalhar em seus projetos, não respeitam leis trabalhistas e tudo isso complica seus planos no Brasil. Na África, não."

Em 2007, a China financiou 300 projetos na África, sendo visto como franco atirador. Somente no Congo, são US$ 9 bilhões de investimentos que lhe dão garantia de acesso a reservas de cobre e cobalto, entre as maiores do mundo. Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) condicionou empréstimo ao país à revisão de acordo com os chineses.

Academica: Franciele Sachet
Fonte: Época NEGÓCIOS / 18-05

domingo, 17 de maio de 2009

CASO DE SUCESSO:HABIB'S

O crescimento da rede Habib's se confunde com a história do seu fundador, Antônio Alberto Saraiva, médico por formação, mas empreendedor por vocação, acreditou em uma idéia e construiu um império a partir de poucos recursos. O negócio parecia impossível: fast-food brasileiro, servindo comida árabe e controlado por um português sem qualquer vínculo com o mundo oriental.Apesar dos descendentes de árabes só comporem 7% da população do Brasil, o restaurante experimenta o reconhecido sucesso junto aos consumidores. O grande segredo da rede foi saber adaptar a culinária árabe ao paladar do brasileiro. A partir de uma lanchonete, em 20 anos, ele firmou seu empreendimento como a segunda rede de fast-food no país.

Quando criança Alberto Saraiva dividia com os pais, portugueses como ele, o sonho de ser médico. Esse fato fez com que no começo da década de 70 a família Saraiva se mudasse para São Paulo capital, a fim de dar a oportunidade ao filho de ingressar no curso de Medicina. Como meio de sustento da família, iniciaram a operação com uma padaria no bairro comercial do Brás, Zona Leste da cidade. Mas logo no primeiro ano de curso, a violência da cidade grande mudou o destino de Alberto: em um assalto ao estabelecimento comercial, seu pai foi morto. Sendo o filho mais velho, se viu obrigado a abandonar a faculdade para se dedicar ao negócio da família. Mal sabia ele que, ironicamente, ali começava sua história de sucesso.
Inexperiente, passou por muitas dificuldades gerindo a padaria e percebeu que era preciso conhecer o trabalho realizado na empresa para não depender de seus funcionários. O negócio prosperou e, em 1976, obteve seu primeiro lucro comercial com a venda da padaria, o qual investiu em uma lanchonete.
Administrando a lanchonete, conheceu um dos melhores cozinheiros árabes de São Paulo, Paulo Abud. Muito cedo, conversando, os dois perceberam que os restaurantes especializados nesse tipo de comida eram raros e com preços altos. Paulo Abud foi o responsável pelo conhecimento de comida árabe de que Alberto precisava para consolidar seu restaurante. Em 1988 o Habib’s inaugurou sua primeira loja na Rua Cerro Corá em São Paulo. De modo a garantir a variedade do cardápio e de não apostar somente em produtos específicos, aproveitou a sua experiência profissional e incluiu outros produtos mais comuns ao público brasileiro: pizza, pastel e chope. Além disso, ajustou as receitas árabes ao gosto nacional. Assim, o pão sírio ganhou uma versão mais macia e dourada, charutos e abobrinhas recheadas receberam um molho de tomate especial, a esfiha uma massa mais leve, a carne bovina foi instituída em substituição a carne de carneiro e temperos como alho, hortelã e gergelim foram usados com moderação.
Prato árabe acompanhado com sobremesa portuguesa.
Saraiva percebeu uma oportunidade observando o público de baixo poder aquisitivo e esse foi o seu diferencial. Ele democratizou o consumo de seus produtos com preços que são acessíveis ao orçamento dos brasileiros, fazendo com que as pessoas pudessem freqüentar um restaurante, comer bem e gastar pouco. A partir do sucesso do empreendimento, alguns sócios se uniram com a meta de abrir novas lojas. Em 1992, foi adotado o sistema de franchising, inaugurando a primeira loja franqueada da rede em Santo André, São Paulo. Ao completar 10 anos de atuação no mercado, o Habib’s já ultrapassava a marca de 100 lojas. A expansão e solidez da cadeia se assentaram no tripé: preços baixos, variedade e alta performance em qualidade.
Em 1999 deu início à campanha “Nosso preço começa com zero”, destacando três produtos que custam menos de R$ 1,00 (pastel, kibe e esfiha). O primeiro mês de campanha conseguiu elevar a venda do pastel em 220% e da esfiha e do kibe em 30%.
Visando a padronização e o sucesso das franquias, foi criado um manual de fast-food do Brasil: o manual de operações da rede Habib’s. Além disso, foi esenvolvida a idéia de criar a UTIH – Unidade de Terapia Intensiva do Habib’s para diagnosticar e solucionar os problemas das lojas. Não contrair financiamentos foi outra chave do sucesso. Desta forma, uma das políticas da rede Habib’s é: o investimento para se abrir uma franquia deve provir do patrimônio do investidor. Por essa razão, permite-se que haja diversos sócios, mas jamais empréstimos e financiamentos. Folha de pagamento enxuta é outro ponto a se destacar quando se trata de despesas.
Seguindo a filosofia: “Não basta atender o cliente com eficiência e sim surpreendê-lo sempre”, a empresa adotou uma série de iniciativas que só contribuíram para o desenvolvimento da marca. A certeza da própria qualidade levou a rede a lançar o ‘Habib’s 28 minutos’. O programa revolucionou os sistemas de entrega de fast-food: se no espaço de 28 minutos, contados a partir do momento em que o pedido é anotado, o cliente não receber a encomenda, não precisa pagar. Além desse diferencial, mantém no ar seu serviço de relacionamento com o cliente, batizado de “Alô Tia Eda”.
Seu poder de fogo ainda é pequeno se comparado ao da sua principal concorrente: Mc Donald’s. Mas isso não impede o comandante do Habib’s de cutucar o gigante do fast-food. Para competir com a rede americana, Alberto Saraiva teve que ser visionário e inovador em um país como o Brasil, marcado pelas crises econômicas, onde mais de 70% das empresas fecham as portas nos dois primeiros anos de vida. Alberto acredita que o segredo do seu sucesso foi persistir, não aumentar o preço por longos períodos e manter a mesma qualidade do seu produto.
O Habib’s atrai multidões de consumidores e lucra na quantidade de produtos vendidos, mesmo com uma baixa margem de lucro. Tudo isso só foi possível graças à personalidade de seu fundador: visionário, determinado e sonhador. Hoje, Alberto Saraiva, é dono de doze empresas que fornecem a matéria-prima e serviços para uma série de processos e serviços da rede. A empresa, como o próprio empresário faz questão de ressaltar, é a maior marca de fast food de comida árabe do mundo. São 300 unidades espalhadas pelo país e um faturamento de R$ 900 milhões anuais.
Fonte: Caso de Sucesso postado em 19/11/08 00:00 Texto disponível na internet via WWW. URL:http://www.casodesucesso.com/?conteudoId=29
Acadêmica: Bruna Pellegrini

sábado, 16 de maio de 2009

Sadia e Perdigão fazem conferências, mas não falam sobre possível fusão

Executivos apresentaram resultados das empresas no 1º trimestre.
Mercado dá como certa fusão entre as duas empresas.

Em meio às expectativas do mercado sobre o possível anúncio da fusão entre as duas companhias, Sadia e Perdigão realizaram, nesta sexta-feira (15), conferências com analistas de mercado, mas não mencionaram o assunto.

Na conferência da Sadia, inclusive, o diretor de Relações com Investidores, Welson Teixeira Junior, afirmou logo no início da conferência em inglês para investidores que o assunto não seria abordado; em uma nova conferência à tarde, desta vez em português, tampouco se falou sobre o tema. Diretor presidente da Perdigão, José Antonio Fay também disse que o assunto não seria abordado.

Nos eventos, executivos das duas empresas apresentaram os resultados do primeiro trimestre deste ano, anunciados na véspera.

A Sadia teve prejuízo de R$ 239,196 milhões, revertendo o lucro de R$ 248,266 milhões registrado no mesmo período de 2008. Já a Perdigão terminou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 226 milhões, uma piora frente ao resultado positivo em R$ 51 milhões entre janeiro e março de 2008.

Sobre o assunto, o executivo da Sadia apontou que já há sintomas de recuperação da demanda, e que espera a recuperaçõ do mercado e sua "volta a um caminho positivo". Fay, da Perdigão, ressaltou que “apesar de tudo” a empresa teve alta da receita e cresceu no mercado interno e externo, com um bom desempenho da área de lácteos. E disse esperar que, em três meses, tenha “notícias melhores”.

O mercado dá como certa a fusão entre as duas empresas, que criaria um gigante no setor de alimentos brasileiro. No final do mês passado, a Perdigão anunciou que havia reiniciado as discussões com a Sadia “com o objetivo de verificar a viabilidade de uma associação entre ambas as companhias".


Após o prejuízo de R$ 2,48 bilhões sofrido pela Sadia no ano passado, por conta de uma operação malsucedida no mercado de câmbio, a expectativa é de que a Perdigão fique com uma participação de 70% no capital da futura nova empresa, com o restante nas mãos da Sadia.

Fonte:G1
Acadêmico: Ronei Cazzarotto

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Vão faltar talentos

É isto mesmo. Por mais estranho que pareça, o futuro do mercado de trabalho no Brasil é promissor e não terá gente preparada o suficiente para as oportunidades que surgirão. O futuro será constituído de pouco emprego, mas de muito trabalho.
Aliás, se fizermos uma análise hoje, já iremos encontrar sinais claros dessa situação futura. Qualquer agência de empregos no País tem hoje listas de ofertas de trabalho. Mesmo com uma tonelada de currículos e uma fila enorme de pessoas procurando emprego, não é possível preencher as vagas.
Para entender este fenômeno, precisamos de uma análise mais detalhada. Primeiro é preciso separar mercado de trabalho daquilo que todos conhecem como mercado de emprego.

MERCADO DE TRABALHO x MERCADO DE EMPREGO

No mercado de trabalho, iremos encontrar todo o esforço humano, seja físico ou mental. Visando produzir algum bem remunerado ou não, sob as mais variadas formas de vínculo, em que o emprego é apenas uma das fórmulas entre tantas outras, tais como autônomos, profissionais liberais, microempresários etc. Nele encontramos desde o trabalho do jardineiro até o do especialista em física quântica, que presta serviços de consultoria a várias empresas sem ser empregado de nenhuma delas.
O emprego é uma invenção da era industrial cuja essência exigia força humana em massa e trabalho repetitivo que, com o avanço da tecnologia, foi substituído pela máquina. A tecnologia destrói empregos burros e cria trabalhos inteligentes. Tem sido assim no mundo inteiro.
No mercado de emprego encontramos uma situação caótica, onde há uma relação de subordinação e dependência que inibe a criatividade e a ação empreendedora. Trata-se da famosa relação empregado x patrão, na qual cada um tem estabelecidos seus limites através de uma regulamentação.
No Brasil, a relação de emprego, aos olhos dos trabalhadores, parece ser a única relação de trabalho. O modelo brasileiro vem da década de 40, possui uma regulamentação exagerada com raízes no modelo fascista da era Mussolini, dotado de fortes princípios paternalistas extremamente onerosos para as empresas.
O excesso de regulamentação, aliado ao avanço da tecnologia e o surgimento da demanda de trabalho intelectual cada vez maior, na produção de bens e serviços com flexibilidade na relação de subordinação e dependência, tornará cada vez mais o emprego em baixa e o trabalho em alta.
Vê-se portanto, numa primeira análise, que o mercado de trabalho é infinitamente maior que o de emprego.

O EXEMPLO AMERICANO

Em uma segunda análise, vamos observar o que ocorre hoje com o mercado de trabalho americano porque o Brasil será, provavelmente, o reflexo dele. O espírito empreendedor, aliado ao modelo flexível de relações trabalhistas e o investimento em educação, fizeram surgir naquele país tantas oportunidades de trabalho que hoje ele precisa importar talentos dos quatro cantos do mundo. O mérito americano é que eles perceberam primeiro que todos os demais países que a demanda por talentos na era do capital intelectual exigiria relações abertas e que a revolução da tecnologia da informação geraria uma infindável quantidade de prestadores de serviço que seriam capazes de oferecer ocupação a toda nação. Hoje, os americanos prestam serviços ao mundo mesmo possuindo poucas indústrias. Possuem tanta oportunidade de trabalho que precisam recorrer a importação de profissionais.

A CARÊNCIA DO BRASIL POR TALENTOS PREPARADOS

Analisando agora o caso do Brasil, os sinais estão sendo verificados em todos os setores. Qual é a empresa atualmente que não precisa de alguém com idéias novas para solucionar seus problemas? Quanto uma empresa está disposta a pagar a um talento que apresente um projeto de um novo produto ou serviço que seja viável à sua linha de negócios? Que empresa não gostaria de ter alguém que possa lhe facilitar a atração de novos clientes? Qual delas não daria trabalho a quem é especialista em analisar e descobrir novos mercados; enfim, quem não precisa hoje de gente que possa fazer diferença?
Se pegarmos o setor de telecomunicações, por exemplo, há hoje uma guerra declarada pela atração e retenção de talentos. A privatização do setor escancarou as mazelas e as carências acumuladas em décadas de atraso e falta de investimentos em gente. O resultado é que os poucos talentos existentes com conhecimentos e habilidades neste setor estão sendo disputados a peso de ouro. Essa situação irá se agravar com a entrada das empresas-espelho e as chamadas bandas C e D. Será um "Deus nos acuda" para encontrar talentos no Brasil. A revolução do mercado de trabalho no Brasil está apenas começando. Imagine a chegada de novas empresas em todos os setores da economia.

AS TRÊS CATEGORIAS DE TRABALHADORES

Ao longo dos próximos dez anos, o Brasil mudará o perfil de seu mercado de trabalho, mesmo possuindo hoje três categorias diferentes de trabalhadores.
Há uma classe que nem por milagre se enquadrará nessas novas oportunidades. São aqueles que possuem pouca formação intelectual, acostumados, ao longo dos anos, com a cultura de emprego e que não querem voltar a estudar. É a geração "carteira assinada". Estes continuarão sofrendo e engrossando a fila de desempregados até descobrirem que podem sobreviver prestando serviços autônomos de baixa relevância.
A outra categoria é formada, em sua maioria, por jovens que têm uma boa formação intelectual, estão ligados nas tendências, têm boa vontade de fazer mas precisam de ajuda para entender melhor como fazer. São profissionais que, uma vez treinados e desafiados, responderão à altura. São pessoas com potencial de aprendizagem e conscientes de que precisam evoluir. Esta categoria será, em médio prazo, "a bola da vez".
A terceira categoria é constituída por talentos já prontos. Infelizmente é uma minoria, daí a disputa das empresas em comprarem seus passes. Esses profissionais estão na mira dos headhunters e são alvos de propostas consideradas até mesmo escandalosas, envolvendo pagamento de luvas e tudo mais.
São pessoas com visão estratégica, com mentalidade evoluída, que buscam por conta própria a sua formação, entendem o significado do cliente, provocam mudanças, quebram paradigmas, usam a criatividade para "inventar" novos produtos e serviços. São aqueles que hoje fazem acontecer. O incrível é que vamos encontrar pessoas assim em todos os setores e com as mais variadas formações. O que significa que essa categoria não é privilégio de "doutores". A base é a abertura de cabeça.
Em outras palavras, temos então uma categoria de baixo potencial, que ainda não entendeu nada e bate de porta em porta procurando emprego. Outra com grande potencial que está se esforçando para entender e uma terceira que já entendeu tudo sobre esta nova era e está sendo o motor da mudança.

AS OPORTUNIDADES QUE VIRÃO

Quando digo que a guerra por talentos está apenas começando no Brasil, além dos fatores acima descritos, temos que considerar também o que está por vir em termos de abertura de novas oportunidades.
A demanda começou há um ano atrás pelo setor de telecomunicações. Neste momento, vivemos o boom da Internet, onde o e-commerce está criando milhares de vagas. Estão para surgir outras revoluções como, por exemplo, a área de alimentos, com a modernização da cadeia do agribusiness; o crescimento vertiginoso do setor automobilístico, cuja cadeia atinge desde o fabricante de autopeças até o lavador de carros, e a área de produção de software que cada vez mais atuará visando facilitar as operações de negócios.
O setor de Turismo, Lazer e Entretenimento projeta grandes investimentos com a entrada de megainvestidores, considerando que o Brasil é um dos grandes potenciais do mundo neste setor, e hoje ainda recebe menos que 5% dos turistas que a França recebe todo ano.
Imagine quantas oportunidades surgirão dessa transformação. Quanta gente preparada para fazer face à necessidade de lançar novos produtos e serviços essas empresas irão necessitar?

O DESAFIO DE TER TALENTOS PREPARADOS

Como vimos, não há estoque de talentos prontos. As empresas e as oportunidades que estão chegando precisam de gente para entrar em campo já jogando. Não tem tempo para treinar, entretanto, a disputa pelo escasso contingente de talentos preparados tem um limite. O desafio então é começar imediatamente a preparação dos talentos potenciais.
O desafio de preparar a classe trabalhadora para essa nova realidade é complexo. Depende, em parte, do governo, dos empresários, das instituições de ensino, mas, acima de tudo, depende dos próprios trabalhadores.
O governo precisa fazer a reforma da legislação trabalhista e sindical. Também necessita estruturar melhor a justiça do trabalho, rever o papel do Ministério do Trabalho, que atualmente coloca no mesmo nível os bons e os maus empregadores. Hoje, estes fatores atuam mais como desmotivadores do que como influenciadores da geração de empregos e trabalhos.
Os empresários precisam investir mais forte em treinamento e desenvolvimento dos seus talentos. Cada empresa deve representar também o papel de escola, criar um ambiente de trabalho em que o erro seja considerado uma oportunidade de aprender e as pessoas incentivadas a criar e desenvolver idéias.
As instituições de ensino têm que atualizar o currículo escolar e se aproximar mais das empresas e da realidade do mundo do trabalho e dos negócios.
Aos trabalhadores cabe uma parte também muito difícil: a de se motivar a estudar, buscar o aprendizado, esforçar-se para entender o mundo que está em volta de si, aprender a pensar e exercitar a criatividade, despertar a curiosidade e ter iniciativa de experimentar, de ser ousado e perder o medo de ser punido por tentar acertar e, o principal, preparar-se para ser um prestador de serviços independentemente do vínculo. Um prestador de serviços que entenda o significado do cliente como o seu grande patrão.
Mesmo com tudo isto acontecendo, ainda assim vão faltar talentos o suficiente para o País empreendedor que começa a impor presença no mercado mundial.




Acadêmica: Fernanda Scussiato Lago
Cícero Domingos Penha é vice-presidente de Talentos Humanos da Algar Telecom S/A.

As mulheres que perseguem mulheres no escritório

Pesquisa de instituto americano mostra que 40% dos profissionais agressivos são mulheres e que, em 70% dos casos, elas preferem atacar outras mulheres

Os homens começaram perdendo a batalha dos estudos (as brasileiras têm em média três anos a mais de escolaridade que os brasileiros), depois a do trabalho (as mulheres avançam lenta, mas inexoravelmente nas empresas). E agora, pasme: estão perdendo até o monopólio da agressividade.

Uma pesquisa de um instituto americano, divulgada pelo New York Times, revestiu com números uma percepção meio disseminada, mas pouco levada a sério: mulheres não se dão bem com chefes mulheres. O instituto é o Workplace Bullying Institute, cujo objetivo é estudar o assédio moral nos ambientes de trabalho. Uma das conclusões da pesquisa, encomendada em 2007, é que 40% dos profissionais agressivos são mulheres. Com uma peculiaridade: enquanto os homens perseguem indiscriminadamente funcionários de ambos os sexos, as mulheres preferem atacar outras mulheres (em 70% dos casos).

Academica: Franciele Sachet
Fonte: Revista Época/ 13-05

Mundo terá de se vacinar contra as duas gripes, diz Organização Mundial da Saúde

O mundo provavelmente precisará fabricar continuamente vacinas tanto contra a influenza comum quanto contra a nova gripe H1N1, disse a chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (15).

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou que será importante para a indústria farmacêutica manter a produção das doses da vacina contra a gripe sazonal comum porque a doença causa sintomas graves em 2 a 3 milhões de pessoas por ano, matando até 500 mil."Nós estamos nos movendo nessas duas direções para assegurar alguma segurança para a vacina sazonal e ao mesmo tempo dar o pontapé inicial nos primeiros trabalhos científicos para a vacina pandêmica", disse Chan, afirmando que uma versão enfraquecida do vírus H1N1 para ser usada em vacinas deve estar pronta até o final do ano.

A OMS deve fazer uma recomendação "em breve" sobre a melhor proporção para a produção dessas duas vacinas, disse Chan. Produtores de vacina incluem a GlaxoSmithKline, Sanovi-Aventis, Novartis e Baxter International.

Acadêmica: Fabiane Giaretton

Brasileiro compra mais genérico, mas não encontra fracionado

Uma medida poderia ajudar o brasileiro a poupar na hora da compra - a exemplo do que já acontece com o genérico. Mas, a venda do medicamento fracionado não pegou.

É tão difícil encontrar remédio fracionado porque ainda não é lei. As farmácias podem, mas não são obrigadas a vender o medicamento fracionado. A maioria delas simplesmente não oferece essa possibilidade aos consumidores. Os fracionados, segundo o governo, são tão seguros quanto os embalados em quantidades maiores.

É tanto remédio que a cestinha vai ficando pesada. “A gente vem comprar uma coisa e acaba comprando outras que estão faltando em casa”, comenta a funcionária pública Silvana Ribeiro. A conta então... “Fica imensa. Volta e meia a gente está na farmácia. Precisa, infelizmente”, diz a aposentada Mari Dala Costa.

Se o médico mandou, a despesa é inevitável. Mas a crise financeira mexeu com o hábito de consumidores e com o mercado de remédios. Só nos três primeiros meses desse ano, as vendas de genéricos, mais baratos, cresceram quase 20% em relação ao mesmo período do ano passado. “Faz diferença no final do mês. Quando a gente vai ver, economizou bem mais se optou pelo genérico”, calcula a promotora de vendas Gabriela Rodrigues.

De acordo com a Associação das Indústrias de Medicamentos Genéricos, o setor movimentou quase R$ 940 milhões de janeiro a março. “O medicamento genérico, autorizado, credenciado pelo governo é altamente confiável. Pode comprar sem susto, sem problema nenhum”, garante o clínico geral Acyr Magalhães.

O consumidor tem a opção de comprar mais barato, mas ainda é complicado fazer outra economia: evitar o desperdício. Levar para casa apenas a quantidade necessária de comprimidos, somente o que foi prescrito na receita médica.

Farmácias podem vender remédios fracionados se quiserem. Mas é difícil encontrar. A estudante Amanda Alves procurou e nada: “Nas farmácias não vende, só vende uma quantia estabelecida”.

No Congresso, existe um projeto de lei que obriga a venda fracionada. Mas quem disse que sai do papel? A proposta está há dois anos na lista de espera de votações.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), logo que o projeto virar lei, os comprimidos serão separados por unidade. Cada quadradinho deve ter uma identificação, um código de segurança para facilitar o rastreamento do remédio. “A apresentação do fracionado é um benefício para promoção do uso racional, e mais, para evitar sobras de medicamentos na casa do paciente e eventualmente a automedicação dele ou das pessoas que são do seu convívio”, diz o diretor-presidente da Anvisa Dirceu Raposo. Pode evitar ainda a intoxicação por medicamentos.

Acadêmica: Fabiane Giaretton